Correio do Minho

Braga, terça-feira

Escrever e falar bem Português: Alfabeto/Abecedário

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Escreve quem sabe

2018-06-03 às 06h00

Cristina Fontes

A palavra ALFABETO é formada pelo nome das duas primeiras letras do alfabeto grego (alfa e beta).
Por seu turno, a palavra ABECEDÁRIO provém do latim e forma-se a partir das três primeiras letras dessa língua e, também, da nossa (A, B, C).
As letras K, W e Y foram introduzidas no alfabeto português com o Acordo Ortográfico de 1990. De vinte e três letras, passamos a vinte e seis.
Contudo, esta introdução não nos permite usá-las indiscriminadamente. Podem ser utilizadas em pouquíssimas situações:

(I) em nomes próprios (antropónimos e topónimos) estrangeiros e seus derivados (ex.: Franklin, frankliniano; Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Wagner, wagneriano; Byron, byroniano; Taylor, taylorista; Kwanza, Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano);
(II) em siglas, símbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional (ex.: TWA, KLM; K-potássio (de kalium), W-oeste (West); kg-quilograma, km-quilómetro, kW-kilowatt, yd-jarda (yard); Watt);
(III) em empréstimos (ex.: bullying, ketchup, workshop).
Não é, pois, correto usar estas letras a nosso bel-prazer.
A palavra kilo pura e simplesmente não existe, mas povoa anúncios (ex.: Amêijoa Japonesa - Cada Kilo contem cerca de 70 peças, em http://loja.peixefresco.com.pt, acedido em 26 de maio de 2018), nomes de empresas (ex.: O Kilo); informações sobre taxas (ex.: Taxa de Excesso de Bagagem - Por kilo, em https://www.ryanair.com, acedido em 26 de maio de 2018).

No que respeita a nomes de pessoas, uma passagem pela página do Instituto de Registos e Notariado (http://www.irn.mj.pt), permite-nos descobrir quais os nomes aprovados pelas conservatórias, mas que requerem aval do presidente do Conselho Diretivo do IRN, pois não seguem as diretrizes do nosso país. São, normalmente, filhos de cidadãos estrangeiros. Para os portugueses, os nomes próprios devem constar da onomástica nacional ou serem adaptados, gráfica e foneticamente, à língua portuguesa, não devendo suscitar dúvidas sobre o sexo do registando.
Entre os nomes próprios de cidadãos portugueses que utilizam as letras K, Y e W, encontramos Kathya, Katia, Kátia e Katie, mas também Wilfania, Wilsia, Yara ou Yasmine. A título de curiosidade, digo-vos que há nomes fantásticos e criativos (talvez o nomeado não pense assim no futuro): Excel, Tesla, Penka, Arline ou Príncipe e Diva.

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