Correio do Minho

Braga, sábado

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Escola Sustentável

A bacia cor de laranja

Escola Sustentável

Ensino

2021-07-01 às 06h00

Leonel Rocha Leonel Rocha

Aescola, em pleno século XXI, já não é mais um espaço de instrução, como o foi durante muitos anos, desde a sua génese. Hoje, é e pretende-se que seja, cada vez mais, um espaço de ensi- no-aprendizagem onde todos aprendem com todos, onde todos se ajudam numa lógica de aprendizagem ao longo da vida e onde todos os espaços e recursos dentro e fora do edifício escolar são entendidos como complementares na educação que construímos diariamente.
A Escola de hoje é um motor cultural da comunidade, um autêntico laboratório de desenvolvimento comunitário, uma vez que vai sendo generalizada a ideia que o desenvolvimento é feito pelas pessoas, logo a responsabilidade de preparar aqueles que serão decisivos na construção e um território melhor é vista como essencial e primordial.
Quando somos confrontados, nos dias que são os nossos, com um mundo a ficar doente pelo mau tratamento de que é alvo por, parte da população que nele habita, retratado na enorme pegada ecológica que, em média, deixamos (principalmente nos países desenvolvidos e mais ainda nos países em vias de desenvolvimento); quando somos confrontados com a escassez de certos recursos essenciais para a vida das pessoas, como é o caso da água, dos alimentos e dos recursos florestais; quando assistimos às mudanças climáticas, com tudo o que isto implica na vida das populações… então percebemos que as escolas e todos os agentes educativos têm que dar uma atenção especial à educação para a cidadania e ajudar numa mudança de paradigma cultural, em que a sustentabilidade seja a palavra de ordem, no discurso e na atitude do dia-a-dia.
A sustentabilidade, porém, não se trabalha apenas com ensinamentos teóricos. Trabalha-se, essencialmente, com o exemplo. Aliás, a educação é tanto mais eficaz se for trabalhada a partir do testemunho de quem educa. Desta forma, a escola, para ensinar os seus alunos e, através deles, ajudar a comunidade a ser mais sustentável, tem que apostar em práticas sustentáveis, que exemplifiquem o comportamento que se pretende alcançar.
Podemos trabalhar a temática da sustentabilidade em vários níveis: a eficiência energética, quer no recurso a energias renováveis, quer no simples cuidado de apagar as luzes quando não estão a ser necessárias; a pegada ecológica, bem evidenciada no lixo que produzimos e que descuidamos ao não reciclar ou, pior ainda, ao atirar para o chão; o desperdício alimentar, ora devido aos maus hábitos alimentares e consequente preferência pelo fast-food, em detrimento da comida da cantina, pensada por nutricionistas e confecionada de forma mais saudável, ora devido à aparência dos alimentos, desenvolvendo oficinas de alimentação saudável, por exemplo com fruta feia, de maneira a sensibilizar a população mais jovem para esta problemática e para a importância do consumo de produtos frescos; o respeito pela natureza, contribuindo, com ações concretas, para o ordenamento e preservação das florestas ou para a reflorestação de áreas ardidas, a preservação dos espaços verdes ou o cuidado dos rios, etc...

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