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Equilíbrio emocional

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Equilíbrio emocional

Escreve quem sabe

2021-03-14 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Há um ditado popular que diz que, “Ninguém está satisfeito com o que tem”. Na verdade, faz um bocadinho jus à realidade. Está-se mais prontamente a aceitar os defeitos do que as qualidades que se tem, quando o mais certo seria valorizar o que se “tem de bom”. É-se insatisfeito/a por natureza e por esta razão, há uma maior tendência para se admirar o que os/as outros/as tem como se lhes tivesse “saído o jackpot”. Há quem seja muito realizado/a profissionalmente mas ao mesmo tempo, parece que lhe falta algo. Há quem tenha a vida que sempre sonhou, mas após todas essas mesmas conquistas pessoais, os sonhos alcançados tornaram-se insuficientes. O “conformismo” de se aceitar que os/as outros/as são melhores. Um “conformismo” que se prende tanto à opinião negativa de terceiras pessoas, como da própria pessoa que não valoriza as características únicas da sua personalidade e características físicas também. Todos nós, em alguma vez, na vida já sentimos sentimentos menos positivos. Se eu “fosse mais atrás”, das situações que quero para mim…. . Se eu “fosse mais bonito/a”, talvez conseguisse… . Se eu “fosse mais inteligente”, estaria deste modo… . Se eu “fosse mais paciente”, não teria perdido tanto… . Repare no registo, unicamente e exclusivamente negativo. Um registo que se pauta pela negatividade, e ao sê-lo não deixa fluir ou não permite que coisas boas aconteçam. Claro que as pessoas significativas que nos acompanham ao longo da nossa vida, também podem contribuir para este “negativismo pessoal” mas!... a responsabilidade maior é da própria pessoa. Neste sentido quem lhe afirmou que você procrastina (significa, “Deixar para amanhã o que pode fazer hoje)? Quem disse, que era pouco inteligente? Quem reiterou que era não era merecedor/a de nada, porque alguém nas “entre linhas” lhe “convenceu” que não era bonito/a? Porque se afirma como pouco paciente? Questione-se. Serão as pessoas ao redor ou é você próprio/a que pouco se valoriza. Convém realçar aqui uma situação. Fruto de muito do desânimo e não valorização pessoal, parte das pessoas com quem se estabelece laços. Alguém que temos como significativo na vida, se estiver consecutivamente num discurso manipulativo de auto - valorização pessoal, no sentido em que, essa mesma pessoa com quem estabelece dialogo, tem a necessidade constante de dizer, “ Eu tenho isto…”, “Não sei lidar com tanta gente que gosta de mim…”, diz mais da pessoa em questão do que de si. Porque alguém que tem a necessidade de se “auto promover”, pode ser um sinal de insegurança, mas também que você tem algo que essa pessoa gostaria de ter para si e o seu propósito é lhe diminuir a sua auto estima ao ponto de a/o fazer acreditar que não é capaz. As capacidades pessoais ou físicas são muito subjetivas e depende de “quem as vê”. Porque a valorização pessoal de cada pessoa está na atitude. Quanto mais acreditar em si, quanto mais se valorizar enquanto pessoa, mais interessante e atraente se torna. Ser seguro/a de si é o maior aliado. Pessoas desengraçadas e pouco capazes não existem. Todas as pessoas são especiais à sua maneira. Ser genuíno/a e espontâneo/a são características pessoais da personalidade que tornam alguém especial e carismático/a. Já escutou certamente, “ Gosto, porque é especial. É diferente”. Tornar-se especial ou diferente é o resultado de características psicológicas e de características físicas (com as quais cada pessoa se identifica – processo subjetivo). É mais interessante, a pessoa que se ri e é simpática ou a que está sempre sisuda? Provavelmente a que é simpática. Considera interessante, a pessoa que está constantemente mal disposta e a criticar tudo? Com o tempo, este tipo de traço de personalidade desgasta o relacionamento seja de âmbito profissional, emocional ou social. Valorize o seu carater e os seus bons valores (ser boa pessoa, ser leal a si próprio/a etc.) Esses, são os que se tornam mais importantes e cativantes. Aqueles que só são mostrados quando as “portas do coração se abrem “ e não aqueles que mostram ao “primeiro olhar”, sem esforço algum e que nem sempre correspondem à verdade da essência da pessoa. Estar bem, é estar em harmonia e em equilíbrio emocional. Goste de si todos os dias. Não seja o seu inimigo/a mas o/a seu melhor amigo/a.

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