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Ensino@Distância na ESMS

Voz às Escolas

2020-05-14 às 06h00

Ana Maria Silva Ana Maria Silva

Desde o dia 16 de março, que a forma de trabalho de todos os profissionais da Escola Secundária Martins Sarmento (ESMS) foi alterada radicalmente. O ensino presencial foi substituído por um sistema de trabalho remoto em que as competências digitais se revelaram fundamentais. Mas as competências pedagógicas não foram substituídas. Apenas o modo de as concretizar foi transferido para outros meios.
Em tempo recorde, foi-nos solicitada a elaboração de um Plano de Ensino a Distância (PE@). O Plano de E@D da ESMS resultou de um trabalho colaborativo intenso em que estiveram envolvidas as estruturas intermédias, os alunos e os encarregados de educação, através das suas associações. Partindo do Roteiro enviado pelo Ministério da Educação, pensamos na realidade da nossa escola e procuramos elaborar um plano em que todos os alunos das diferentes ofertas formativas pudessem continuar a desenvolver o seu processo de ensino e de aprendizagem de forma plena.

Com a experiência das duas últimas semanas do 2º período, em que a dispersão em termos de plataformas digitais foi significativa, era importante tomar uma decisão. Ouvimos os alunos, os pais e os professores. A decisão em Conselho Pedagógico foi a de optar por duas plataformas onde já havia experiência de utilização. Não podíamos esquecer todo o conhecimento que os docentes já tinham nesta área, adquirido através de ações de formação e consequente utilização em contexto pedagógico. A escolha teria de recair sobre plataformas que possibilitassem um processo de ensino e aprendizagem que chegasse a todos os alunos. Caberia a cada conselho de turma optar pela mais consentânea, considerando o conhecimento da turma e as metodologias de trabalho dos professores. Desta forma, respondíamos, também, às solicitações dos encarregados de educação (não dispersão por muitas plataformas).

De seguida, foi necessário pensar na operacionalização do Plano. Que aprendizagens poderiam ser desenvolvidas nesta nova modalidade de ensino e de que forma? Como avaliar? Os grupos disciplinares reuniram e redefiniram planificações e estratégias. Aos conselhos de turma coube a tarefa de operacionalizar a implementação do Plano. Os conselhos de turma reuniram para acordar os tempos das sessões síncronas, e elaborar um plano de trabalho de carácter semanal/quinzenal e definir a metodologia de trabalho.

Definimos a mancha horária para as sessões síncronas. Não podia ultrapassar 45m por semana, por cada grupo de alunos e por disciplina. A mancha horária da turma deveria ser mantida, mas era fundamental privilegiar modalidades de trabalho assíncronas. Era tempo de envolver os alunos no processo de construção do conhecimento, através de tempos para trabalho autónomo. O plano de trabalho permite um trabalho articulado e, ao ser enviado aos alunos, permite que estes possam ter uma parte ativa no processo de ensino, de aprendizagem e de avaliação. Os pais também são corresponsabilizados neste novo modo de pensar a escola.

Conseguimos pequenas vitórias ao longo deste processo. Foi possível vencer o maior obstáculo: que todos os alunos tivessem os meios para poderem ter acesso a esta nova forma de ensino e de aprendizagem. Professores do conselho de turma, familiares dos alunos, parceiros da escola, associação de pais e encarregados de educação e a própria escola, trabalharam em conjunto para, hoje, podermos afirmar que todos os alunos da escola estão ON.

O trabalho foi intenso, mas penso poder afirmar que estamos a desenvolver um trabalho que vai deixar marcas. Estamos a desenvolver ao máximo responsabilidades colectivas pelo sucesso dos nossos alunos, a primeira prioridade do Projeto Educativo da ESMS. Na Escola Secundária Martins Sarmento estamos todos a fazer um esforço para ajudar os nossos alunos a serem criadores de conhecimento e estamos a trabalhar, como nunca, de forma colaborativa, quer ao nível do conselho de turma, quer do grupo disciplinar. Estamos todos a aprender para ensinar e a aprender ao ensinar.

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