Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Ensino articulado da música e da dança: uma oportunidade para todos

Por uma Política Agrícola Comum que previna as alterações climáticas

Voz às Escolas

2013-02-13 às 06h00

António Dias Pereira

Não é a primeira vez que neste espaço se escreve sobre o ensino articulado da música e da dança e sobre a oferta disponível no concelho. O retomar do assunto deve-se ao facto de, no agrupamento de Maximinos se considerar que o ensino das artes é uma das componentes fundamentais de uma educação que visa o desenvolvimento pleno dos seus alunos e assume um papel de relevo no contexto do seu projeto educativo.
A importância da educação artística no ensino é, aliás, reconhecida por várias organizações, nacionais e internacionais e as razões dessa importância são explicitadas nos mais diversos documentos sobre o assunto. Na Conferência Mundial sobre Educação Artística organizada pela UNESCO em Março de 2006, em Lisboa, António Damásio afirmava que “A Ciência e a Matemática são muito importantes, mas a Arte e as Humanidades são imprescindíveis à imaginação e ao pensamento intuitivo que estão por trás do que é novo”, sublinhando deste modo a importância da Educação Estética e Artística n o desenvolvimento do espírito crítico e da criatividade dos nossos alunos.
De uma forma geral, todos os documentos destas organizações apontam a Educação Artística como um meio privilegiado para a compreensão e preservação de culturas e recomendam aos governantes dos países, às organizações não governamentais, aos professores, aos pais, às escolas, às instituições que se dedicam à formação e aos artistas que desenvolvam estratégias e políticas que 'transmitam os valores estéticos e identidade cultural através do ensino artístico para promover uma sustentabilidade social pacífica e o desenvolvimento de identidades pessoais', defendendo também que os agentes envolvidos nesta área devem reconhecer o contributo do ensino artístico para 'a promoção da criatividade e inovação' e 'para o encorajamento da tolerância social e diversidade cultural'.
Além disso, os documentos acentuam a importância que as áreas artísticas assumem para os estudos interdisciplinares, para a tomada de decisões de forma participativa e para a motivação dos jovens e das crianças para uma ‘aprendizagem ativa, criativa e reflexiva’.
Procurando responder a estes desafios, o Agrupamento de Escolas de Maximinos começou por disponibilizar o ensino articulado da música no ano letivo de 2010/2011 e a partir deste ano passou a disponibilizar também o ensino da dança, alargando aos alunos da comunidade educativa que serve, a possibilidade de uma formação específica nestas áreas de expressão artística. Para que esta realidade fosse possível, celebrou protocolos com instituições de reconhecido mérito e competência na área, como são o caso da ‘Companhia da Música - Fundação Bonfim e do ‘Ginasiano -Escola de Dança’, instituições com mais de duas décadas de experiência e de trabalho educativo e artístico na sua área.
Para o futuro, muito provavelmente a partir do próximo ano letivo, o Agrupamento alargará a oferta à iniciação da música e da dança ao 1º Ciclo, procurando continuar a contribuir para a democratização no acesso a estas formas de expressão artística.

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