Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Empatia em maiúsculas

“Imposto Google”: e a culpa é da UE?

Escreve quem sabe

2019-01-13 às 06h00

Joana Silva

A empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar da outra pessoa. É como se vestíssemos a pele de alguém para sentir o que o outro sente. Os/as empáticas são mais perspicazes e conseguem fazer uma leitura não verbal eximia, de estados de humor, expressões faciais e até analise de sentimentos nas pessoas ao redor. A sua boa energia não engana e posto isto, são frequentemente apelidados de “anjos da guarda”. São boas pessoas. Uma espécie de super heróis, em que de “mangas arregaçadas” prontificam-se a ajudar nas mais duras batalhas contra as injustiças. São também, muitas vezes, destemidos em relação às consequências que possam advir para si. Empáticos/as não procuram o reconhecimento ou louvores de terceiros. Não se auto-intitulam perante outros de boas pessoas, espirituais, compreensíveis, solidários etc. São as suas genuínas ações mais do que as palavras que caracterizam o empático/a. Há quem diga que o melhor instrumento de marketing é a voz do povo. Faz sentido. Vejamos através da seguinte situação. Suponhamos que está doente e está tão preocupado e nesse sentido a sua determinação inci- de procura do melhor dos melhores especialistas. Como é descortinada essa seleção? Por norma procura saber através da recomendação de outras pessoas que indicam com base na sua experiência ou na opinião de outros conhecidos. Ora com o empático é por analogia, o mesmo sentido. Numa sociedade cada vez mais toxica, dificilmente se esquece aquele/a que deixa traços de luz na vida de outras pessoas. Não é à toa que se escuta “ Aquele/a é uma boa pessoa, está sempre pronto a ajudar. Já me ajudou muito!”

Os/as empáticos/as, tem o dom da compaixão. Ninguém nasce empático. São as circunstâncias da vida que tornam estas pessoas especiais. Usualmente, tem his-tórias de vida muito complicadas e tris-tes. Conhecem a tristeza em “letras maiúsculas” e por a conhecerem tão bem, as consequências e os danos na alma, por onde quer que passam, são as pessoas mais bem dispostas e que em qualquer lugar esbanjam um sorriso e tem sempre uma palavra amiga ou conselho a oferecer. Não gostam de ver os outros infelizes.
O/a empático sente como se fosse ele próprio/a, quando alguém seja conhecido ou não, aquando a perda de algo que alguém deseja muito e o resultado é negativo, situações de doença, maus-tratos, abandono entre outras situações.
Também sentem a empatia na alegria mas é sobretudo na tristeza em que mais se evidencia.

 Todavia o excesso de empatia pode ser prejudicial e pode levar à exaustão. O envolvimento intenso das emoções nas outras pessoas pode ser contrapuducente e fazer mal. Viver as preocupações dos outros como do/a próprio/a se tratassem causa stress negativo. Os/as empáticos/as , podem ter pouco ou nada mas dão o pouco que tem. A empatia é a emoção no seu estado bruto, mas  também  precisa de uma dose da razão. Não significa que se deva ficar indiferente ao sofrimento do outro  mas que se deva traçar uma linha ou fronteira entre aquilo que ultrapassa os limites do ajudar.
Ao contrário daquilo que se deseja, não está nas mãos do/a empático/a mudar o mundo. Pode-se sim e deve-se ajudar, mas sozinho o/a empático/a não consegue. Como são frequentemente solicitados e estão sempre disponíveis, a absorção emocional por parte das pessoas em redor desgasta energeticamente. Por essa razão, há que se proteger. Deve haver uma distância por via da razão das situações que exigem emocionalmente do/a próprio/a. Ser solidário/a é diferente de viver a vida da outra pessoa. Aquele/a que se preocupa com tudo e com todos/as, raramente tem alguém que o/a apoie. Todos nós temos caminhos e batalhas que são próprias e distintas de cada um. Você também tem a sua vida para viver.

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