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Em tempos de pandemia o uso de máscaras é ou não aconselhado?

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Em tempos de pandemia o uso de máscaras é ou não aconselhado?

Voz à Saúde

2020-04-21 às 06h00

Ana Catarina Guimarães Ana Catarina Guimarães

A Direção-Geral da Saúde (DGS) que até agora se alinhava com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não recomendando o uso de máscaras de forma generalizada pela população no âmbito da pandemia por COVID-19, emitiu no dia 13 de abril novas recomendações. Neste momento, a DGS recomenda a utilização de máscaras por qualquer pessoa no interior de espaços fechados onde exista um número elevado de pessoas como supermercados, farmácias, lojas ou estabelecimentos comerciais ou transportes públicos.

A não recomendação do uso de máscaras pela população de forma generalizada pela OMS baseia-se em quatro pontos: as máscaras não protegem por si só contra a infeção pelo SARS-CoV-2 (COVID-19); as máscaras podem ficar contaminadas e passarem a ser um veículo de transmissão; as máscaras podem traduzir uma falsa sensação de segurança levando a comportamentos de risco como a não desinfeção das mãos e a inexistência de máscaras em número suficiente para os profissionais de saúde.

No entanto, não podemos esquecer que a transmissão do SARS-CoV-2 é efetuada de forma significativa por pessoas assintomáticas (sem sintomas) ou com sintomas ligeiros, existindo inclusive alguma evidência de que a transmissão será mais elevada antes da identificação de sintomas. Adicionalmente, o vírus pode permanecer em suspensão durante 3 horas aproximadamente e na ausência de máscara as suas partículas podem ser projetadas a vários metros durante um espirro ou acesso de tosse. Assim, o objetivo do uso de máscara é reduzir o risco de contágio e a propagação da doença ao minimizar a expulsão para o ambiente de partículas respiratórias. Por este motivo, vários organismos nacionais e europeus têm recomendado o uso generalizado de máscaras por toda a população, independentemente da presença ou ausência de sintomas e sempre que sair de casa.

De forma a combater a escassez de máscaras para os profissionais de saúde que se encontram na linha da frente, a população que não pertença a nenhum grupo de risco deve optar pelo uso de máscaras comunitárias ou de uso social (não cirúrgicas) de eficácia testada, de fácil confeção e preferencialmente reutilizáveis. As especificações técnicas e os mecanismos de certificação deste tipo de máscaras estão a ser definidas pela DGS em conjunto com diversos peritos.

Saliento que a máscara é eficaz apenas se utilizada corretamente e que o seu uso constitui uma medida adicional de proteção, pelo que não devem ser descuradas outras medidas como a higienização das mãos, o distanciamento social e a etiqueta respiratória.

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