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Eleições presidenciais

A manifestação dos esfomeados em Braga

Eleições presidenciais

Escreve quem sabe

2021-01-05 às 06h00

Margarida Pereira Margarida Pereira

Se podemos caracterizar o ano 2020 como “atípico”, sem qualquer dúvida que o ano que se inicia é um ano de expectativas. Após a contagem decrescente, todos nós, mais ou menos supersticiosos, pensamos nos desejos para 2021 e terá havido, certamente, um comum a todos nós…a “cura” para esta pandemia que tanto nos fez valorizar os mais pequenos gestos, bem como nos privou de estar próximos de quem mais gostamos.
Entramos neste novo ano com o pé direito e com a esperança de que será um ano positivo. Sabemos que devemos manter todos os cuidados tidos até agora, pois há ainda um longo caminho a percorrer, mas é importante que, aos poucos e com consciência, tudo volte a encontrar um ritmo de normalidade.
Começamos o ano com um grande desafio. As Eleições Presidenciais ocorrem a 24 de Janeiro. Consideramos que estas eleições são, por si só, um grande desafio não tivessem das maiores taxas de abstenção desde o 25 de Abril. Recordamos que nas eleições de 2016 a taxa de abstenção ultrapassou os 51%, o que significa que mais de metade dos eleitores do nosso país não se deslocaram às urnas para exercer o seu direito de voto. Um fator importante a ter em conta é que tal percentagem de abstenção só foi superior à obtida em 2016 aquando da "reeleição" do Presidente da República, o que, segundo as sondagens, será o caso deste ano. Deste modo, teremos, em 2021, as Eleições Presidenciais mais exigentes até então, pois, para além da “habitual” abstenção, enfrentamos, ainda, uma pandemia que irá, certamente, afugentar os mais receosos das urnas.
Para já, a Comissão Nacional de Eleições avançou com as informações para os votos antecipados que incluem as exceções habituais como eleitores deslocados no estrangeiro, doentes ou presos, adicionando ainda a possibilidade de voto antecipado a todos os eleitores que se encontrem em confinamento obrigatório. Esta nova exceção é incluída devido à pandemia COVID19 que, acima de tudo, não deverá privar ninguém de votar. Por esse motivo, caso se veja obrigado ao confinamento, o eleitor deverá manifestar a sua intenção de voto entre os dias 14 e 17 de Janeiro.
Quanto ao dia 24 de Janeiro, consideramos que são ainda escassas as medidas tomadas pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). A CNE informa todos os eleitores sobre a obrigatoriedade do uso de máscara, apela à desinfeção das mãos antes e depois do ato de votar, sensibiliza para a distância de segurança enquanto aguarda pela sua vez de votar e aconselha, ainda, a que cada um utilize a sua própria caneta para registar o voto. Consideramos que deverão ser tomadas mais medidas, contudo, temos a certeza de que será possível votar em segurança. Apelamos a que a pandemia não seja uma desculpa para não se exercer o direito de voto, tal como não foi um impedimento para muitos eleitores comprarem as suas prendas de Natal. Da mesma forma que foi possível aguardarem calmamente nas filas para as grandes superfícies comerciais, acreditamos que irão aguardar, também, a sua vez de votar, cumprindo todas as medidas de segurança.
As Eleições Presidenciais 2021 são o primeiro momento do ano em que poderemos mostrar como somos cidadãos ativos, que valorizamos o nosso direito de voto que tanto nos custou a ganhar. Já imaginou como seria se nos tirassem um dos mais importantes direitos que temos? No ano 2020, fomos privados da nossa liberdade…não pudemos ir onde queríamos, quando queríamos. Fomos obrigado a ficar em casa, por uma questão de superior interesse mundial. Tendo dado valor aos nossos direitos fundamentais básicos, como a liberdade de circulação, agora é hora de sabermos usar bem esse direito, para um superior interesse nacional. Devemos poder eleger um Chefe de Estado que avalie as necessidades, leia a conjuntura e tome decisões que sejam as melhores para proteger a população.
Enquanto associação juvenil apartidária, a JovemCoop acha fundamental chamar a atenção da importância de exercermos o nosso direito de voto, seja ele qual for. Não ir às urnas não é, de todo, uma manifestação de opinião, mas antes de desinteresse e desvalorização.
Quanto a 2021, esperamos que seja um ano positivo, em que possamos pôr em prática tudo o que aprendemos com 2020 e, acima de tudo, que seja um ano de superação. Desejamos a todos os leitores que o ano que se inicia seja, acima de tudo, um ano feliz e, claro, repleto de atividades JovemCoop.

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