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E se falarmos de Suicídio?

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E se falarmos de Suicídio?

Voz à Saúde

2020-09-29 às 06h00

Joana Afonso Joana Afonso

E se falarmos de Suicídio?
No nosso país, a cada dia, cerca de 3 pessoas morrem por suicídio e, muitas outras, tentam suicidar-se. É a 2ª principal causa de morte nos jovens dos 15 aos 19 anos. A 3ª dos 15 aos 34 anos. São números que não nos chegam com a velocidade e frequência com que, hoje em dia, nos retratam outras “pandemias”. Trata-se de um fenómeno que não escolhe idade, género, classe social ou região geográfica.
Qualquer pessoa, em alguma fase da sua vida, poderá ter pensamentos suicidas, no entanto, há alguns fatores de risco que devemos ter em conta: presença de uma doença mental prévia ou doença física incapacitante; história de dependência ou abuso de álcool ou drogas; tentativas de suicídio prévias; ausência de suporte social e grande sensação de isolamento; alteração das rotinas ou perdas (laboral, financeira, social ou relacional); dificuldade em pedir ajuda; exposição direta ou indireta a outros casos de suicídio ou tentativas de suicídio; acesso facilitado a meios letais.
Não dá aviso, não expõe sintomas evidentes, mas há sinais de alarme aos quais devemos estar atentos porque, cada um de nós, não apenas os profissionais de saúde, pode fazer a diferença nestes casos. Esteja, especialmente, atento a reconhecer: sinais de melancolia, grande tristeza, desesperança e constante pessimismo; abuso de álcool ou drogas; expressão de sentimentos ou pensamentos sempre em torno da temática do suicídio ou morte; alterações marcadas nos padrões alimentares ou de sono; distanciamento social progressivo de familiares e amigos; perda do interesse pelas atividades que, anteriormente, se traduziam em prazer; procura ativa de meios letais.
Reconheça os sinais de alarme do suicídio, leve a sério os pedidos de ajuda, ouça ativamente e não faça juízos de valor, pergunte diretamente (sem receio ou preconceito) sobre pensamentos de suicídio, encoraje a pessoa a procurar ajuda profissional e, se a pessoa estiver em perigo de vida, não hesite e peça ajuda de imediato.
Saiba que, em Portugal, existem várias Linhas de Crise que poderá contactar:
• SOS Voz Amiga - Linha Verde Gratuita: 800 209 899 (21:00-24:00h);
• Conversa Amiga: 808 237 327 / 210 027 159 (15:00-22:00h);
• Vozes Amigas de Esperança de Portugal: 222 030 707 (16:00-22:00h);
• Telefone da Amizade: 222 080 707 (16:00-23:00h);
• Voz de Apoio: 225 506 070 (21:00-24:00h).
Se precisar de apoio psicológico, pode ainda falar com um Psicólogo, disponibilizado pela ARS Norte (dias úteis das 08:00-20:00h) através do contacto 220 411 200.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua Saúde!

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