Correio do Minho

Braga, terça-feira

É preciso pensar na Vida... dos plásticos!

O conceito de Natal

Ideias

2017-02-08 às 06h00

Pedro Machado

Por ter ficado impressionado com uma notícia que circulou na internet sobre uma embalagem de iogurte de plástico encontrada numa ação de limpeza numa praia em França, decidi a temática desta crónica.
E o que tem esta embalagem de especial quando, infelizmente, dão à costa tantos resíduos de plástico? O especial é que se trata de uma embalagem fabricada por altura dos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, ou seja, tem 40 anos!

O plástico conseguiu, ao longo de 150 anos, alterar por completo a forma de vida da sociedade em que vivemos, uma sociedade de consumo onde tudo é, cada vez mais, descartável.
A partir de recursos naturais, não renováveis, como petróleo, gás natural e carvão, e através de um processo químico são produzidos os materiais plásticos que, pela ação do calor, são moldados em diversas formas.

No entanto, todo o plástico produzido no Mundo inteiro, ao longo destes anos, nunca desapareceu, ainda cá está, pois demora centenas de anos a degradar-se.
Um dos graves problemas provocados por este grande consumo de plástico é que, grande parte, vai parar aos rios e oceanos. O Fórum Económico Mundial estimou que, em 2050, em termos de peso, haverá nos oceanos mais plástico do que peixes!

A existência de grandes quantidades de plástico no mar será um enorme problema para as espécies marinhas que os vão ingerir. A autópsia realizada a uma baleia, que deu à costa recentemente na Noruega, revelou que tinha cerca de 30 sacos de plástico no estômago, impedindo-a de se alimentar.
Indiretamente, o facto dos peixes ingerirem plástico, também afeta a saúde humana, pois vamos ingerir essas espécies marinhas.

Há cientistas que afirmam que os consumidores de peixe e marisco ingerem até 11.000 pequenos fragmentos de plástico, por ano, parte deles são absorvidos para o aparelho sanguíneo. Os riscos que esta situação acarreta para a saúde humana ainda não são conhecidos, mas são motivo para preocupação.
Por tudo isto, reduzir, reutilizar e reciclar as embalagens de plástico deveria ser uma prioridade para todos!.

Hoje em dia existem mais de 1000 tipos de plásticos diferentes que, de acordo com as suas propriedades físicas, podem ser usados para os mais diversos fins. Desde 1998 que não nos cansamos de sensibilizar/educar, dizendo que, depois de utilizados devem ser colocados no ecoponto para serem encaminhados para reciclagem.

As embalagens de plástico colocadas nos ecopontos são separadas nas Estações de Triagem, por tipo de plástico (PET, PEAD, Filme Plástico, EPS…). Na indústria recicladora são submetidos a uma lavagem, são triturados e transformados em matéria granulada. Esta matéria é utilizada no fabrico de novos objetos, como por exemplo, garrafas, copos, canetas, baldes, vasos, tapetes, poliéster, piscinas, entre muitos outros.

Aproveito também, para mais uma vez referir que é urgente encontrar uma solução de tratamento/valorização para a fração de plástico reciclável, recuperada nas unidades de Tratamento Mecânico e Biológico, isto é: a Fração Refugo de Plástico, não só tratamento, mas também na definição e pagamento dos valores de contrapartida financeira referente às quantidades de resíduos de embalagens que os sistemas de tratamento de resíduos triam para envio para reciclagem que, neste momento, não estão a ser realizados.
A resolução deste impasse é fundamental para o cumprimento das metas do PERSU 2020 (Planto Estratégico de Resíduos Sólidos).

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