Correio do Minho

Braga, terça-feira

É necessário reformular as metas do PERSU 2020

O que nos distingue

Ideias

2017-05-03 às 06h00

Pedro Machado

Já por várias vezes abordei, neste espaço, a questão do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU 2020) para o período 2014-2020, que foi aprovado em 2014 e estabelece metas de reciclagem para 2020.
Estas metas são diferenciadas para cada sistema de gestão de resíduos urbanos, as metas definidas para a Braval são de:
- 80% de preparação para reutilização e reciclagem (2016: 56%);
- 10% de resíduos biodegradáveis em aterro (2016: 61%);
- 53kg/habitante/ano de retomas com origem na recolha seletiva (2016: 50kg/hab/ano);
E porquê voltar a abordar este assunto? Porque à medida que nos aproximamos de 2020, parece ficar cada vez mais claro que as metas não vão ser atingidas pelo grande motivo de não serem exequíveis. A generalidade dos sistemas de tratamento de resíduos está longe de atingir as metas, apesar de todos os esforços desenvolvidos.

É reconhecido pela APA (Agência Portuguesa de Ambiente), que foi feito um esforço significativo para aumentar o número de infraestruturas para deposição seletiva, no entanto, este esforço não teve os devidos reflexos no comportamento da população.
Assim, verifica-se que é fundamental reformular estes valores para que possam ser, pelo menos, passíveis de serem atingidos. Há que uniformizar as recolhas Alta e Baixa, ou seja, os municípios e os sistemas (recolha indiferenciada e seletiva) estarem cada vez mais uniformes, ou pela recolha porta-a-porta, ou em sacos identificados, depositados em contentores.

Relativamente à recolha indiferenciada, esta deveria ser separada em orgânicos e secos, continuando a recolha seletiva dividida em vidro, papel/cartão e embalagens.
Por fim, o que não for possível reduzir, reutilizar e reciclar ou valorizar (composto e valorização energética do biogás), ou seja, o refugo do tratamento mecânico ou CDR’s (Combustíveis Derivados de Resíduos), é urgente encontrar uma solução para estes refugos, para não se encherem os aterros com materiais com valor e potencial de valorização, pelo menos, energética.

Já o disse antes e continuo a afirmar: os empresários, o Estado, as associações ambientalistas deveriam unir-se para encontrar uma solução que, na minha opinião, seria uma unidade de valorização energética que abrangesse o eixo Litoral- noroeste, ou seja, de Valença, Viana do Castelo, Barcelos, Braga, Guimarães até Vila Real, ou seja, os sistemas Valoriminho, Resulima, Braval, Resinorte e Resíduos do Nordeste. Por tudo isto, temos que continuar a apostar na Educação e Sensibilização Ambiental para que os comportamentos dos cidadãos acompanhem o esforço feito pelo estado, municípios e sistemas de tratamento de resíduos.

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