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Ideias

2010-11-08 às 06h00

Joaquim da Silva Gomes Joaquim da Silva Gomes

As constantes alterações na sociedade actual, nomeadamente na área do trabalho, da economia e das finanças, e ainda na vida diária e desgastante que muitos têm, são propícias ao aumento da ansiedade, do nervosismo, da falta de paciência e da intolerância por parte de algumas pessoas.
Compreende-se que as mudanças sociais provoquem alteração de valores nas pessoas. É claro que as reacções são diferentes de pessoa para pessoa. No entanto, há cada vez mais pessoas a revelarem impaciência e ansiedade que se podem tornar… contagiantes.

Há dias uma pessoa amiga enviou-me um e-mail que me fez pensar. Pela beleza dessas palavras e pelo alcance que poderão ter, quero partilhá-lo, hoje, com o maior número de pessoas:

“Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo. Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira. Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foi diminuindo gradualmente. Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua...
Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse. Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros. O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.
O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai. Este disse-lhe:
- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física. Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para ti.”

Este exemplo, real ou não (pouco importa) lança-nos um novo desafio para os tempos mais próximos: tentar alterar estes princípios comportamentais, que se instalam fortemente na nossa sociedade.
No nosso dia-a-dia, apercebemo-nos de comportamentos e atitudes que algumas pessoas têm, que são preocupantes:

- Quem não conhece pessoas que se alteram por pouco, ou coisa nenhuma?
- Quem não conhece pessoas que não toleram e não aceitam a crítica?
- Quem não conhece pessoas que mudam conforme as ocasiões e as situações?
- Quem não conhece pessoas que se alteram conforme os cargos que ocupam?
- Quem não conhece pessoas que, subindo na hierarquia profissional, perdem os valores da amizade e da compreensão?
- Quem não conhece pessoas nitidamente marcadas pela arrogância, pela intolerância, pela prepotência, pelo autoritarismo e pela falsidade?
- Quem não conhece pessoas que se julgam permanentemente superiores às outras pessoas?
- Quem não conhece pessoas que se julgam infalíveis?
- Quem não conhece pessoas que procuram, insistentemente, a crítica negativa e destrutiva?
- Quem não conhece pessoas que colocam, permanentemente, os valores materiais à frente da amizade?
- Quem não conhece pessoas que erram muito e estão sempre à procura do erro dos outros?
- Quem não conhece pessoas que vivem permanentemente na ingratidão?
- Quem não conhece pessoas que raramente enfrentar os desafios difíceis, mas estão sempre prontos a criticar e apontar defeitos àqueles que os enfrentam?
- Quem não conhece pessoas que raramente dizem sim?

Os valores apresentados pelo “rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo”, lançam-nos para um novo desafio: construir uma sociedade melhor, baseada no respeito pelos outros, na procura da amizade, da lealdade e da solidariedade.
Como diz R. Emerson, “A única maneira de se fazer um amigo, é sendo um amigo também!”.

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