Correio do Minho

Braga, terça-feira

Dormir dá saúde

Sem Confiança perde-se a credibilidade

Escreve quem sabe

2011-05-29 às 06h00

Joana Silva

Vivemos numa sociedade tecnologicamente avançada, onde por vezes, são esquecidas as condições vitais e básicas imprescindíveis para o bom funcionamento do organismo quer a nível físico como emocional. Dormir bem é importante para restabelecer energias, organizar e processar a informação mental. É neste sentido, que quando o sono não é reparador, a pessoa pode sentir maior cansaço e até mesmo ter lapsos de memória como por exemplo, esquecer determinado compromisso, ou o lugar de algum objecto. A sabedoria popular conta que, “Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer!”, mas o que é certo é que cada vez mais as crianças e jovens dormem menos.
Estudos europeus realizados sobre as necessidades do sono, comprovaram que uma criança com 10 anos de idade deve dormir entre 10 a 11 horas e a partir dos 16 anos, o adolescente deve dormir entre 6 a 9 horas por dia. Os investigadores argumentam que nas crianças e nos jovens o cérebro está em crescimento e como tal necessita no mínimo destas horas de sono. No entanto, alguns factores tem vindo a contribuir para o deitar cada vez mais tarde, tais como existência da televisão e o computador no quarto. Repare-se que há medida que se envelhece dorme-se menos horas e também os adultos podem por vontade ou motivação alterar o sono ingerindo certos alimentos, como a cafeína com o objectivo, por exemplo, de ficar a trabalhar até mais tarde, estudar etc.
É verdade, que hoje em dia as dinâmicas familiares alteraram-se pois cada vez mais as famílias tem de rentabilizar e gerir o seu tempo, passam horas a trabalhar o que condiciona o tempo de dedicação aos filhos. Esta atenção é normalmente dedicada em período pós laboral que coincide frequentemente com o período de descanso. Os casais com filhos tendem a compensar a ausência durante o dia, porque estão a trabalhar e até mesmo porque as crianças estão na escola, com o deitar mais tarde fazendo neste período actividades em conjunto tais como assistir à telenovela, jogar um jogo etc.
Compreende-se esta posição por parte de quem é pai ou mãe pois temem que o pouco tempo que têm para os filhos seja confundido com falta de atenção e amor. Todavia, constata-se que por vezes, é mais uma presença física do que contacto, isto é, pais e filhos encontram-se confortavelmente sentados no sofá a assistir televisão e não há diálogo entre ambos. As crianças que adoptam os horários dos adultos e dormem pouco têm fortes probabilidades de desenvolver problemas. Para além de quase sempre ser comum chegarem atrasados à escola, a privação do sono evidencia-se na dificuldade de atenção e maior distracção, está também associada ao aumento da ansiedade, dificuldades de aprendizagem, transtornos metabólicos e da memória. Educar o sono é muito importante, a criança deve dormir todos os dias à mesma hora e a rotinas ajudam a criar bons hábitos (conversar com os pais, tomar banho, escovar os dentes e dormir). As crianças não associam que o cansaço provém das horas de sono em falta, por isso, cabe ao adulto supervisionar estas situações.

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