Correio do Minho

Braga, terça-feira

Doentes oncológicos insatisfeitos...

O conceito de Natal

Ideias

2017-10-30 às 06h00

Paulo Monteiro

Aveiro recebeu, no fim-de-semana, o Congresso Nacional de Oncologia.
Um dos temas em discussão foi o inquérito ‘Cuidados de Saúde em Oncologia: a visão dos doentes’ promovido pela Sociedade Portuguesa de Oncologia. Um inquérito que conclui que os portugueses consideram que têm acesso dificultado aos tratamentos mais avançados, porque o sistema desvaloriza o impacto destes na qualidade de vida do doente. O mesmo é dizer que o Estado não investe no doente oncológico aquilo que devia... mas devia.

Ainda assim, o impacto financeiro é apresentado como a menor das preocupações de um doente oncológico. Dos inquiridos, apenas 2% apontam o impacto financeiro como principal preocupação em relação à doença. 60% dos inquiridos concordam ainda que em Portugal existem demasiadas assimetrias regionais no que diz respeito à prevenção e tratamento do cancro e 59% concordam que em Portugal falta implementar um programa de rastreios organizados de âmbito nacional. No que diz respeito ao tratamento, os doentes são unânimes: 81% afirmam que foram envolvidos nas decisões relativas ao tratamento e 68% consideram este envolvimento muito importante.

Um dado também muito importante é a relação entre o médico e o doente, onde 64% preferem falar com o médico em caso de dúvidas sobre a doença ou o tratamento.
Um estudo que, no fundo, não diz grandes novidades. Ou seja: a maioria dos doentes não têm acesso aos tratamentos mais avançados devido ao seu custo. Por isso, não há um investimento total do Estado nesta matéria. Mas mesmo assim há muitos milagres que se fazem na oncologia. E começam pelas excelentes equipas médicas, sempre disponíveis para fazer esses mesmos milagres. Estes profissionais de saúde merecem elogios. São heróis e fazem milagres!

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