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Doença mental

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Doença mental

Escreve quem sabe

2019-06-30 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Está comprovado cientificamente que um desequilíbrio emocional pode adocer fisicamente e mentalmente. Sabia que as emoções, podem influenciar positivamente ou negativamente o tratamento ou cura de uma doença?! Assim como o otimismo, pode abrandar o processo evolutivo de uma doença, um estado de tristeza, por exemplo, pode potenciar o desenvolvimento de uma doença de forma mais rápida. Quantas vezes se escuta, “Eu tomo a medicação e não tem ajudado nada. Estou na mesma.” Nestas situações é muito importante perceber o papel das emoções, que por sua vez, estão intimamente relacionadas com a saúde mental e havendo um desajuste emocional tem automaticamente consequências na saúde física.

Ao contrário de uma doença do foro físico, como por exemplo, uma gastroenterite, ou uma alergia, que é mais fácil pela observação da análise e interpretação clinica, a doença mental, nem sempre. Basicamente pessoas que no dia-a-dia se apresentam “normais”, podem efetivamente estar doentes do ponto de vista mental. A doença mental, resulta de muitos fatores, desde a base genética até aos momentos ou períodos importantes que podem fazer com que a doença surja de forma repentina ou que aos poucos que aparece sem apresentar sintomas específicos. Quer-se com isto dizer que, sim pode haver uma predisposição genética para desenvolver determinadas doenças, mas estas podem nunca se desenvolver e/ou até desenvolverem-se mais rapidamente de forma mais severa mediante uma situação de stress emocional grave, desde desgostos, preocupações, perdas etc.

O meio envolvente em que vivemos interfere sempre na nossa saúde. Seja qual for a causa, onde há, sofrimento psicológico tem subsequentemente repercussões a nível físico. Por esta razão, como fatores protetores da doença mental, enquadram-se, uma boa base familiar (famílias mais unidas tem muita força diante de uma doença mental, porque protegem mais.), as boas amizades etc. Ter saúde mental, é ser feliz, é sermos capazes de lidar de forma positiva com as adversidades. Todavia, a doença mental, ainda é alvo de muitas más interpretações, preconceitos e vergonha talvez por essa razão, grande parte das pessoas tende a ocultar ou até negar o seu estado de doença. Muitos não procuram ajuda, por receio que possam ser apelidados de “malucos/as”.

É importante mudar mentalidades. Deve-se ajudar a levantar e não a derrubar aquele que sofre de doença mental. Quantas vezes, estas pessoas não são alvo de crítica e de troça?! Defenda.
É importante colocarmo-nos no lugar da pessoa, pelo uso da empatia, “ e se fosse comigo?”. É igualmente importante perceber que aquele que sofre de doença mental, carece muitas vezes de um empurrão para o erguer e de um coração que o compreenda. Assim devam ser evitadas frases como, “Isso não é nada.”, “Ainda estás na mesma situação? Incrível!”, “Fica aí, que já não tens salvação.” Seja gentil nas palavras. Substitua por, “ Eu estou contigo, sempre”, “Talvez sozinho/a não consigas, vamos os/as dois/duas.”, “Isso vai passar, coragem.”, “Estou aqui.”. Cada fase menos positiva da nossa vida, pode ser uma aprendizagem para aquele/a passa por um processo mau, como para aquele/a que ajuda. Faça a diferença positiva na vida de alguém.

Ninguém é imune à doença. Se o procurarem, faça o que estiver ao seu alcance e ajude aquele/a que o/a procura a reencontrar a direção ou o caminho do qual se extraviou.
Hoje é ele/a, amanhã por si, este é o sentido da vida.

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