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Doença do Refluxo Gastroesofágico – sabe do que falamos?

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Doença do Refluxo Gastroesofágico – sabe do que falamos?

Voz à Saúde

2021-03-30 às 06h00

Joana Afonso Joana Afonso

ORefluxo Gastroesofágico consiste na passagem de conteúdo do estômago, habitualmente ácido, para o esófago na ausência de vómito. Os episódios de refluxo são frequentes em adultos saudáveis não sendo, necessariamente, sinónimo de doença. No entanto, quando os episódios de refluxo levam ao aparecimento de sintomas e /ou provocam lesões da parede do esófago já estamos na presença da Doença do Refluxo Gastroesofágico. Estima-se que cerca de um terço da população portuguesa sofra desta condição clínica, afetando ambos os sexos e em várias idades.
Saiba que, além do alívio dos sintomas, é importante estar atento em caso de refluxo, uma vez que, a inflamação crónica do esófago pode progredir com algumas complicações: 1. Estenose do esófago dado que a inflamação pode causar cicatrizes que levem ao aperto do esófago e consequente dificuldade na passagem dos alimentos; 2. Úlcera do esófago, quando a acidez do estômago causa feridas podendo levar ao aparecimento de dor, sangramento ou dificuldade a engolir; 3. Esófago de Barrett uma condição pré maligna que apresenta um risco significativo de evoluir para cancro do esófago, causada pela exposição continuada da mucosa ao ácido.
Existem diversos fatores de risco para o aparecimento da Doença do Refluxo Gastroesofágico. Destaque para a presença de Hérnia do hiato (quando o estômago passa da sua posição normal abdominal para a cavidade torácica), Obesidade, Gravidez ou tratamento com estrogénios, Tabagismo, Diabetes, Diminuição da saliva. Alguns alimentos como os citrinos, as gorduras, o chocolate, a pimenta, os derivados do tomate, a cafeína, as bebidas gaseificadas e o álcool provocam relaxamento do esfíncter do esófago, aumentando a probabilidade de ocorrência de refluxo.
Os sintomas mais comuns da doença são a azia ou pirose e a regurgitação. A azia corresponde à sensação de queimadura na região central do peito que pode irradiar para o pescoço e boca e tem tendência a agravar após as refeições, na posição de deitado ou na inclinação do corpo para a frente. Já a regurgitação prende-se com a perceção ao nível da boca ou garganta de conteúdo vindo do estômago. Podem, também, surgir outras queixas associadas, nomeadamente, dificuldade em engolir, dor ou sensação de “nó” na garganta, produção de saliva em grande quantidade, tosse crónica ou mesmo rouquidão.
O diagnóstico, em caso da presença de sintomas típicos, poderá passar pela colheita da história clínica. Por esta razão, é importante que não hesite em procurar o seu Médico Assistente, em caso de suspeita. Poderá fazer uma prova terapêutica com medicação que alivie a produção de ácido no estômago. Quando tal não é possível, quando persistem dúvidas ou quando há suspeita de complicações, poderá ter que ser realizado um estudo endoscópico entre outros exames mais específicos.
O tratamento passa, frequentemente, pela toma de medicação que diminua a secreção de ácido no estômago. No entanto, saiba que há outras medidas que passam pela alteração da alimentação e de alguns comportamentos como: passar a fazer refeições em menores quantidades, mas com maior frequência; evitar os alimentos que agravem o refluxo; diminuir o peso em caso de excesso de peso ou obesidade; evitar fazer refeições cerca de 2 horas antes de se deitar; elevar a cabeceira da cama.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua Saúde!

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