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Do reconhecimento ao autoelogio

Histórias de vida quem não as tem...

Do reconhecimento ao autoelogio

Voz às Escolas

2020-12-23 às 06h00

João Graça João Graça

Aretoma das atividades letivas presenciais, em setembro, esteve sob escrutínio dos vários setores da sociedade. As opiniões diversas, e para todos os gostos, com sustentação quase científica, e como é apanágio de um verdadeiro lusitano, foram proliferando pelos órgãos de comunicação social, pelas redes sociais... Se, por um lado, alguns apontavam as escolas como enormes focos de proliferação do vírus, devido à irresponsabilidade dos mais jovens, outros apontavam os danos psicológicos decorrentes da falta de vivência grupal nestas faixas etárias de idade escolar.
A abertura aconteceu! E aconteceu com um regime presencial a 100%, mostrando os diversos atores educativos, as propaladas vulnerabilidades e... capacidades! Capacidades exemplares, de rigor e de responsabilidade!
Os alunos assumiram, e cumpriram, com as orientações das escolas, no concernente às regras de segurança e higienização.
Os encarregados de educação assumiram as suas responsabilidades de orientar e alertar os seus educandos para a necessidade de cumprirem as orientações da escola.
Os assistentes operacionais foram exímios na garantia de encaminhamento dos alunos em percursos pré-definidos, bem como na garantia de desinfeção dos espaços.
Os professores, tal como vem sendo apanágio, corresponderam com responsabilidade e profissionalismo a um chamamento contra um inimigo invisível, assumindo uma postura de entrega e garantia de que as aprendizagens seriam efetivas e não miragens... Foram pragmáticos na elaboração dos programas de atuação para garantir a recuperação das aprendizagens, imbuídos da missão “ninguém fica para trás”. Num processo de vaivém, decorrente de isolamentos profiláticos dos alunos, os professores continuaram a esmerar-se, proporcionando-lhes os materiais e instrumentos necessários para a consecução das suas aprendizagens, quer autonomamente, quer em momentos síncronos.
Como refere João Miguel Tavares no seu elogio público aos professores, “todas estas pessoas foram heróis à sua escala, e merecem saber que há milhares de pais que viram, que repararam, e que lhes estão gratos por isso mesmo”.
Claramente que os professores saíram reconhecidos neste período difícil que o país e o mundo vivem. É um reconhecimento justo para aqueles que algumas vezes foram injustiçados por determinados setores da sociedade. De lamentar que a pandemia tenha estes efeitos paradoxais!
Por fim, deixo uma palavra aos diretores, meus colegas. De facto, foram eles os verdadeiros timoneiros destas enormes “naus” que são as escolas. Tiveram a capacidade de as pilotar, com ventos contrários, baixios, tormentas..., sempre com a firmeza necessária, respondendo, diariamente, às solicitações dos alunos, professores e encarregados de educação. Não permitiram o triunfo do medo, demonstrando e transmitindo tranquilidade e segurança, decorrentes de uma programação atempada, rigorosa e pormenorizada do início do ano letivo. Para muitos de nós, foram mais umas férias na escola, algo que faz parte da nossa normalidade.
Possivelmente, pensarão alguns que este é um discurso do autoelogio. É!
É o autoelogio de todos os diretores da escola pública!
Perante hercúleo trabalho, não há que temer a assunção da verdade!
Fizemos, e vamos continuar a fazer, uma escola com TODOS!

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