Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Direitos, liberdades e garantias

Amarelos há muitos...

Correio

2011-09-20 às 06h00

Leitor

Que dizer dos Direitos Humanos actualmente? Acham que os jovens têm liberdade de expressão? Quais os direitos que lhes estão consagrados? A liberdade existe? Existem garantias?
Suponhamos que se sentia obrigado a falar publicamente sobre as actividades corruptas de homens que detêm o poder político. Poderia exercer o direito à liberdade de palavra ou a polícia e o sistema o incomodariam?

A verdadeira prova de quanto seguras são as garantias de liberdade é tentar exercê-las onde o seu ponto de vista colide com o da maioria ou dos que detêm o poder.
Não podemos nem devemos permitir que a vida social, comercial e económica dos nossos concelhos se limite a grupos de pessoas que façam do género uma ‘coutada’, onde uns têm quase tudo e outros quase nada. São métodos deste tipo que originam conflitos, desigualdades, que prejudicam a inteligência humana, ou melhor, uma sociedade que não tem um desenvolvimento harmonioso, perante aquilo que poderá ser apelidado de censura ou até de ditadura moderna como já em tempos escrevi.

Todos os dias leio jornais, o que fez com que vos quisesse falar sobre este tema que parece estar ‘congelado’; dá a sensação que nada se passa, que tudo está bem, que não há motivos para nos preocuparmos. Não me esqueço da mensagem do Presidente da República, Dr. Cavaco Silva, que há bem pouco tempo apelava aos jovens irreverência. Isto não se justifica tantos anos após o tão afamado 25 de Abril de 1974, ou como dizia Mário Soares, “vivemos um momento em que é preciso reforçar a democracia portuguesa. A pouco e pouco, estão a ser implementadas práticas do Estado Novo”. A verdade é que ainda existem métodos de censura nas rádios, nos jornais, bem como a coação que existe sobre os jovens, nomeadamente os contratos a prazo, flagelo que ninguém resolve.

Expressões como “vai para casa e pensa”, “andas a dar tiros nos pés”, “tens filhos”, “ganha juízo”, “andas a fazer oposição”, “aqueles artigos, cuidado que eles vão tramar-te”, “vê lá que ainda és despedido”, telefonemas anónimos a tratar mal as pessoas e ameaças são técnicas que não dignificam nada os seus autores e que demonstram que afinal ainda é necessário reavivar a memória de certas mentes que já lá vão quase 34 anos que existe liberdade de expressão em Portugal.

Este tipo de conduta, de ameaças permanentes do quero, posso e mando ainda são uma realidade; há que rejeitar e lutar contra os que as proferem.
Condeno piamente este tipo de comportamento execrável (os lugares não são eternos e o tempo falará por si). O desenvolvimento económico, social, e político deve ser harmonioso, deve ser estável e deve procurar o agrado de todos num espírito de bom senso e de muito respeito.

A história está cheia de registos de guerras estúpidas que começaram com pequenas injustiças, esquemas e maquinações, mas apenas alguns se limitam a comentá-la.
Poderia dar-vos mais exemplos de perseguição política, de corrupção, até mesmo de esquemas e maquinações que nos inquietam, mas penso ter sido claro e muito circunspecto. Este tipo de assunto preocupa muitos; a forma de se fazer política e a censura: é fundamental que com probidade e com toda a frugalidade, como cidadãos e políticos, pensemos diferente.

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