Correio do Minho

Braga, quinta-feira

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Dia Mundial do Teatro

Eu, Fausto.

Dia Mundial do Teatro

Voz às Escolas

2019-04-01 às 06h00

João Andrade João Andrade

Dia Mundial do Teatro! Porque se temos dias para quase tudo, porque não para o Teatro? Talvez a mais antiga forma de expressão artística da humanidade: algures, num tempo e espaço para sempre perdidos, um bicho, que depois se quererá homem, ter-se-á detido a contemplar as cores de um por do sol, a escutar os sons de uma floresta ou savana, a apreciar a graciosidade dos saltos de um antílope ou, mais provavelmente, a beleza de um seu outro. Seja como for, terá depois querido transmitir essa emoção. Se a desenhou, cantou ou representou, mais uma vez, nunca o saberemos. Terá nascido aqui a arte consciente, queremos acreditar…, embora também possa ter nascido da fanfarronice de um qualquer caçador, do purgar do medo por um feiticeiro ou de outro intuito para sempre perdido.

A arte de representar é, assim, parte da humanidade desde sempre. Mais tarde, adquirirá locais formais, o Teatro, bem como agentes formais, os Atores. Reconhecendo este papel marcante e longevo, é criado, em 1961, pelo Instituto Internacional do Teatro (organização não-governamental fundada, em 1948, pela UNESCO e a pela comunidade teatral internacional), o Dia Internacional do Teatro.
Assim, dia 27, num agrupamento que, há muito, integrou esta arte no seu ADN, diversas iniciativas ocorreram. Na ESAS, tivemos um conjunto de atividades de animação e formação teatral particularmente direcionadas para o jovem público dos 8.º e 9.º anos, divulgando, também, o trabalho feito no Curso Profissional de Artes do Espetáculo - Interpretação. Assim, no dia, as aulas técnicas do Curso de Interpretação realizaram-se como previsto, mas mudando a sua natureza para "aulas abertas", a que outros alunos puderam assistir. À tarde, a Oficina Malad'Arte rematou o dia com um conjunto de Oficinas e Workshops dedicados ao Teatro.
Em Vila Nova de Famalicão, na Casa das Artes, outro momento alto: a participação, pela primeira vez, dos nossos alunos do ensino básico no II Encontro do Curso Básico de Teatro.

Estes nossos alunos integram um projeto que pretende ser o gérmen, a breve prazo, da implementação do ensino articulado de teatro no ensino básico. O Curso Básico de Teatro, que frequentam, é uma proposta inovadora pensada para o sistema de ensino português, que tem como grande responsável e força motriz a também atriz Sílvia Correia, no âmbito da sua tese de doutoramento. A proposta, procura conferir a todos os alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico uma formação académica na área do teatro, facultando os conhecimentos necessários à compreensão das manifestações estéticas e culturais e ao aperfeiçoa- mento da sua expressão artística, contribuindo para a construção do perfil de um aluno do século XXI e de cidadão do mundo e fomentando competências sociais e gosto pelas artes cénicas. Fins construídos através de metodolo- gias de ensino inovadoras e baseadas nas inteligências múltiplas, que estimulam os alunos a dominar materiais factuais básicos, a pensar de forma crítica e analítica, a sistematizar e a aplicar a informação aprendida, a adquirir competências de comunicação e estratégias de gestão emocional e a transformar o conhecimento em novas ideias, produtos ou serviços.

O curso está a ser implementado de forma faseada: no seu o primeiro ano, de experiência pedagógica, abrangeu duas escolas do concelho de Vila Nova de Famalicão, sendo este ano alargado, com o envolvimento do Município de Braga, a dois agrupamentos do nosso concelho, o de André Soares e o nosso.
Como não se foge ao que se é, tornou-se natural a integração do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, por convite, no Programa Nacional da Educação Estética e Artística da Direção-Geral de Educação.
O Programa Nacional da Educação Estética e Artística, que abrange outras artes além do teatro, é uma iniciativa do Ministério da Educação e Ciência para desenvolver um plano de intervenção, nas escolas, no domínio das diferentes formas de arte: educação e expressão plástica, educação e expressão musical e movimento e drama/teatro e dança. O programa visa, ainda, reforçar a parceria entre as escolas e as instituições culturais, envolver as crianças, docentes e famílias no gosto pelas diferentes formas artísticas, e valorizar a arte como uma forma de conhecimento.

É já na sua concretização que, brevemente, mais de trinta docentes do primeiro ciclo do agrupamento irão realizar formação nas diversas artes e exploração das respetivas potencialidades educativas e formativas.
Mais uma vez, recorremos ao nosso Projeto Educativo e a José Saramago: “O que sabemos dos lugares é coincidirmos com eles durante um certo tempo no espaço que são. O lugar estava ali, a pessoa apareceu, depois a pessoa partiu, o lugar continuou, o lugar tinha feito a pessoa, a pessoa havia transformado o lugar.” A todos os que ajudaram e ajudam a impregnar as Artes na essência deste agrupamento, o nosso extremo reconhecimento.

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