Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Dia Mundial da Poupança

O desastre da extrema-direita

Escreve quem sabe

2011-11-05 às 06h00

Fernando Viana

Celebrou-se no passado dia 31 de Outubro, o Dia Mundial da Poupança. Nos tempos que correm, em que tantos compatriotas nossos se debatem com grandes dificuldades, falar em poupança pode parecer uma piada de mau gosto para alguns, embora na minha opinião faça mais sentido que nunca.

Na verdade, diversos especialistas que têm estudado o assunto referem que não existe uma relação necessária entre o valor dos rendimentos e a poupança, isto é, nem sempre são os que possuem menos rendimentos os que menos poupam.

Portugal, apesar de ser um país relativamente pobre, conseguiu, até final da década de setenta do século passado, apresentar taxas de poupança superiores às da generalidade dos países. Com a adesão à União Europeia e a ilusão de abundância que se gerou na última década do século XX, a taxa de poupança diminuiu consideravelmente, o recurso ao crédito disparou, assim como a febre do consumo pareceu tomar conta de muitos.

Na comemoração desta data, as instituições públicas, onde se inclui a DGC, distribuíram conselhos relativos a uma atitude proactiva de poupança. Reproduzimos aqui alguns desses conselhos.

Gerir o orçamento
Organize o seu orçamento familiar, registando os rendimentos, listando as despesas fixas de toda a natureza, não descurando o próprio dinheiro de bolso. Não esqueça as despesas anuais, como as relativas aos seguros, por exemplo. Faça uma previsão para despesas extraordinárias: reparações em casa, manutenção do carro, férias, etc. Analise todos os meses o seu orçamento, pondere a sua situação financeira e corrija o que lhe parecer necessário.

Poupar
• Defina as despesas indispensáveis e as despesas que pode reduzir. Às vezes são quantias insignificantes que, amealhadas, no final do mês se revelam uma agradável surpresa.
Tente poupar algum dinheiro todos os meses para ter um fundo de recurso que deve ser de 3 a 6 vezes o seu rendimento mensal.
• Separe o dinheiro da poupança no início do mês, de acordo com o objectivo que estabeleceu inicialmente. Se este dinheiro estiver separado, será mais difícil gastá-lo num impulso momentâneo.
• Não estabeleça objectivos muito difíceis de cumprir. Toda a poupança acarreta algum sacrifício mas que deve ser suportável para não se desistir facilmente.
• Pague as suas contas quando as recebe. Não espere pelo final do mês. É sempre mais difícil fazer a gestão quando tudo é pago de uma só vez. Se for pagando por cada aquisição saberá controlar melhor a despesa efectiva diária e, consequentemente, mensal.
• Evite mexer nas poupanças que já conseguiu amealhar. Apenas deve fazê-lo em caso de extrema necessidade. Há três factores fundamentais para o aumento de riqueza: o dinheiro disponível, a taxa de juro que sobre ele é aplicada e a duração da poupança. É mais fácil juntar uma pequena quantia todos os meses do que juntar muito dinheiro de uma vez só.
Consumir mais racionalmente
• Questione os seus hábitos de consumo e defina o que é indispensável. Aproveite vales e cartões de desconto, mas só para o que compra habitualmente. Não compre só porque é mais barato.
• Poupe em casa utilizando eficientemente os seus electrodomésticos, usando lâmpadas mais económicas, não deixando os equipamentos em modo de espera (stand-by).
• Utilize os transportes públicos, abasteça o seu automóvel nos postos mais económicos, pondere se não vale a pena adaptar o seu carro a GPL.
• Reavalie periodicamente o seu 'pacote' de serviços de telecomunicações

Recorrer ao Crédito
Seja prudente no recurso ao crédito. Evite recorrer a crédito para pagar despesas correntes. Nunca se deve recorrer ao crédito sem avaliar qual o valor global a pagar pelo crédito e o montante dos encargos mensais. Compare diferentes ofertas. Peça simulações de pagamentos. Verifique se os rendimentos familiares permitem pagar tais encargos. A sua taxa de esforço não deve ultrapassar 30% a 35% do rendimento disponível. Defina um limite máximo para os encargos mensais a assumir com o crédito e pense que podem ocorrer situações não previstas como, por exemplo, doença, desemprego ou alteração da situação familiar.

Caso queira saber mais sobre este tema ou tenha alguma dúvida, não hesite:
Contacte o CIAB - Centro de Informação Mediação e Arbitragem de Consumo (Tribunal Arbitral) na sua sede sita na R. D. Afonso Henriques, nº1 (Edifício da Junta de Freguesia da Sé) 4700-030 Braga, pelo telefone 253617604 ou por e-mail para geral@ciab.pt em Viana do Castelo na Av Rocha Paris (Villa Rosa), telefone 258806267, por e-mail ciab.viana@cm-viana-castelo.pt ou no respectivo serviço instalado na sua Câmara Municipal (veja também na Internet em www.ciab.pt).

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