Correio do Minho

Braga, quinta-feira

- +

Dia do Trabalhador

Bibliotecas sempre ON

Dia do Trabalhador

Ideias Políticas

2020-04-28 às 06h00

Rita Barros Rita Barros

Os trabalhadores da saúde, transportes, segurança, higiene e limpeza, supermercados, abastecimentos, entregas ao domicílio, sob uma enorme exigência durante este período, têm o direito a condições de trabalho, de contratação, de reconhecimento do esforço e dedicação, e horas extraordinárias remuneradas.
Os trabalhadores precários e temporários, têm o direito a exigir o fim da precarização, condições de subsistência.
Os trabalhadores em lay-off, têm o direito a reclamar que a perda de um 1/3 da sua remuneração seja recuperada o quanto antes.
Os trabalhadores despedidos (mais de 36.000) ou que estão em risco de o serem têm o direito a aspirar a um novo emprego que remunere justamente o seu trabalho.

O próximo 1º de Maio é o momento em que os trabalhadores de todo o mundo celebram e defendem os direitos conquistados, bem como exigem avanços, e assim será em Portugal.

Tal como os trabalhadores estão sujeitos às regras que os patrões definem, também os patrões têm que estar sujeitos a regras de um Estado que tem a obrigação de defender o melhor interesse dos cidadãos antes dos do patronato. E é aqui que a porca torce o rabo. Se todos os dias os meios de comunicação social dão espaço às entidades patronais e figuras próximas do capital para defenderem os seus interesses, os trabalhadores vêm o direito à greve limitado. Se o presidente da CIP exige, dia-sim dia-não, apoios financeiros a fundo perdido às grandes empresas, os pequenos e médios empresários têm dificuldades no acesso a apoios à tesouraria. Se muitos patrões decidem despedir ilegalmente, impôr férias, bancos de horas e alterações de horários, enviar trabalhadores para lay-off, chantagear com perda de horas e fim de contrato, os trabalhadores vêm a sua capacidade de resistir a este abusos reduzida pela limitação da acção sindical.

Este ataque aos direitos dos trabalhadores e aumento da exploração – que se prevê que continue à boleia da emergência sanitária da Covid-19 , que parece tudo justificar – tem que ser travado.
Ninguém acredita que as grandes empresas estejam em risco pela redução temporária da produção ou prestação de serviços – o seu único objectivo é cumprir com a acumulação de lucro, pura e simples. Será legítimo? Pois, se é à custa dos trabalhadores, não.

Todos temos a obrigação de proteger os direitos dos trabalhadores, a sua remuneração, as suas condições de trabalho. Não nos deixemos intimidar. As conquistas dos direitos são difíceis, longas e dolorosas, mas a perda dos mesmos pode ser tão rápida que, na azáfama do trabalho diário ou no sofá, nem demos por ela.

Com mais de 1.000.000 de trabalhadores em lay-off, 350 mil desempregados e incerteza quanto ao futuro, reagirmos, exprimir-nos, manifestar-nos pela ideia de que “no combate à epidemia, nem um direito a menos” é algo que não pode ser negado.
O Estado de Emergência não põe nem deve pôr em causa os direitos, quer no local de trabalho quer na rua, observadas as medidas de protecção e segurança divulgadas pela Direcção Geral de Saúde.

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias Políticas

23 Junho 2020

Teletrabalhar

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho