Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Desemprego a descer mas...

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Ideias

2017-02-10 às 06h00

Paulo Monteiro

A taxa de desemprego em Portugal, no ano passado, desceu para os 11,1%. Isto significa uma descida de 1,3 pontos percentuais face a 2015 (12,4%) segundo os dados tornados públicos esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística. Uma excelente notícia.

Se perdermos um pouco mais de tempo, vemos ainda outros números interessantes em termos comparativos entre 2015 e 2016: a maior diminuição de desemprego registou-se entre os jovens dos 15 aos 24 anos (de 32% para 28%), mas com uma taxa de desemprego ainda altíssima. Na relação homem/mulher, o desemprego baixou mais no sexo feminino (12,7% para 11,2%, ou seja menos 1,5%) do que no masculino (12,2% para 11%, menos 1,2%). A menor diminuição verificou-se no desemprego de longa duração com uma baixa de apenas 1% (7,9% para 6,9%).

Também os dados que nos chegaram ontem da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) são animadores, uma vez que Portugal e Espanha foram os países onde o desemprego desceu mais em Dezembro. Portugal registou 10,2% de taxa de desemprego longe dos números da Grécia que se situam nos 23%.

Mas... se os números são positivos, e se o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, quer a taxa de desemprego abaixo dos 10% este ano, há que ter cuidado com o facto do aumento de emprego se ter feito fundamentalmente à custa do trabalho precário e dos recibos verdes, uma vez que dos 82 mil empregos criados muitos deles foram graças ao turismo.
É bom termos noção desta realidade já que o turismo é flutuante. Por isso não continuem a inventar impostos ou taxas à custa dos turistas porque da mesma maneira que vieram também vão... embora!

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