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2010-06-25 às 06h00

Margarida Proença

Pertenço ao grupo dos milhões de portugueses que dias atrás ficou positivamente de boca aberta face aos golos sucessivos que iam acontecendo; como me dizia alguém, muito espantado “nunca me passaria pela cabeça”.
Mas no fundo, somos mesmo assim. Deve ser de vivermos ao pé do mar. Vamos empurrando, empurrando, até que chegados à falésia, sem solução alternativa, lá resolvemos o problema com um ar displicente de quem diz ” e então? Qual a dificuldade?!”. De uma forma demasiado simplista, esta tem sido a história de Portugal, ao longo dos séculos. Se se levasse sempre as coisas tão a sério…

Desde 2000 que a Comissão Europeia começou a publicar o European Innovation Scoreboard. Trata-se de um estudo que tem como finalidade comparar o desempenho dos países, da U.E. mas também dos EUA, Canadá, Japão e outros, no que respeita à inovação. O último relatório saiu em Março deste ano, e mostra que os EUA continuam a liderar o jogo.
Na Europa, a Dinamarca, a Finlândia, a Inglaterra, a Alemanha e a Suécia são os campeões. A Alemanha e a Finlândia têm sido os mais rápidos; a distância ao centro e a língua não parecem ser assim factores tão importantes, se pensarmos no caso finlandês. Os países nórdicos aparecem sempre no grupo da dianteira, até nos índices de felicidade!.
No segundo grupo, mas logo atrás, estão a Áustria, Bélgica, Chipre, França, Estónia, Irlanda, Luxemburgo, Holanda e a Eslovénia. O terceiro grupo é o dos chamados inovadores moderados. Portugal está neste grupo, acompanhado pela Espanha, Grécia, Itália e outros. As melhorias mais rápidas foram em Malta e em Portugal. A Bulgária, a Letónia e a Roménia estão no último grupo, mas na verdade a convergência tem sido relativamente rápida.

Em Portugal, o indicador global de inovação coloca-nos abaixo da média dos 27 países que formam a União Europeia. No entanto, no grupo a que pertencemos, é o país líder no que respeita á rapidez da melhoria. Os resultados são francamente bons no que respeita à percentagem de pessoas entre os 25 e os 34 anos com doutoramento ma também no acesso ao crédito bancário por parte do sector privado. A dinâmica empresarial é também um factor positivo, isto é, embora muitas empresas morram, muitas outras nascem.
No entanto, a percentagem da população envolvida em formação ou aprendizagem ao longo da vida é ainda muito baixa, tal como as despesas em I&D por parte das empresas, ou em tecnologias da informação, ou na percentagem de empresas que faz parcerias com outras para desenvolver inovação, entre outros. E como não poderia deixar de ser, apresenta resultados inferiores à média comunitária no que respeita à importância relativa das exportações de tecnologia média ou elevada, ou de serviços intensivos em conhecimento, ou ainda da percentagem de produtos novos ou inovadores. O desafio é colocado de forma similar a pessoas, empresas e aos decisores públicos.
Pode ser que esta crise nos revele o mar aqui tão perto…

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