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Demência precoce – posso prevenir?

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Demência precoce – posso prevenir?

Voz à Saúde

2020-03-10 às 06h00

Ricardo Pinto Ricardo Pinto

Demência é um termo geral utilizado para as doenças caracterizadas pelo declínio progressivo no funcionamento mental, como a memória, linguagem, resolução de problemas, raciocínio lógico, competências sociais, comportamento, entre outras capacidades, que afetam a atividade normativa do dia-a-dia e, consequentemente, a vida independente.
Pode-se verificar diversas formas de demência, sendo que as mais comuns são:
Doença de Alzheimer: A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, representando cerca de 60% a 70% de todos os casos. As células cerebrais sofrem uma redução ao longo do tempo, de tamanho e número, onde estas acabam por degenerar, o que se traduz na incapacidade de recordar (memória) ou assimilar informação, perdendo-se capacidades cerebrais.

Demência Vascular: Este tipo de demência advém de enfartes, sendo que estes ocorrem quando uma artéria, que bombeia sangue para o cérebro, entope ou fica bloqueada, levando a que a parte do cérebro não receba sangue suficiente e, embora os próprios indivíduos ou pessoas próximas apenas se apercebam destes grandes enfartes, os bloqueios de vasos sanguíneos pequenos ou microscópicos passam, na maioria das vezes, despercebidos.
Doença de Parkinson: É caracterizada como uma perturbação progressiva do sistema nervoso central (causa tremores, rigidez e dificuldade nos movimentos) onde, numa fase avançada da doença, alguns indivíduos desenvolvem demência.

Demência Frontotemporal: Neste tipo de demência, verifica-se a degeneração de um ou de ambos os lobos cerebrais frontal ou temporais, provocando diversas problemáticas associadas ao discurso e comunicação.
Síndrome de Korsakoff: Demência provocada pelo consumo excessivo de álcool, particularmente quando se verifica défice de vitamina B1, afetando capacidades mentais como o planeamento, organização, memória e discernimento.

Embora os casos demenciais se verifiquem maioritariamente na população idosa, em casos prévios aos 65 anos de idade, o termo atribuído nesta temática é a Demência Precoce, que pode abranger idades na casa dos 40 e 50 anos, com raros casos verificados na casa dos 30 anos. Deste modo, a precaução é essencial para todos, nomeadamente para quem evidencie sinais e sintomas, que passam pela perda de memória de acontecimentos recentes, dificuldade em planear ou resolver problemas, dificuldade em realizar tarefas comuns, confusão mental em aspetos de tempo ou espaço, dificuldade no discurso ou escrita, colocar objetos em locais errados, dificuldade em tomar decisões e alterações a nível do comportamento e, em alguns casos, personalidade.

Um diagnóstico apropriado é essencial, sendo que profissionais de saúde adequados, como neurologistas e neuropsicólogos, auxiliam na prevenção, manutenção e estimulação das capacidades cognitivas afetadas, com recurso a testes, exames e programas de intervenção fidedignos.
Manter uma vida ativa, alimentação saudável, não consumir substâncias nocivas, atividade física, ler, exercitar a mente, manter uma vida social ativa, ter uma boa higiene do sono, entre muitas outras práticas, combate a incidência das demências precoces.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua saúde!

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