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Decisões que marcam

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Decisões que marcam

Escreve quem sabe

2021-09-26 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Certamente que já afirmou, em alguma situação da sua vida menos boa, ou até escutou de algum amigo/a ou conhecido/a o desabafo, “Não percebo a minha vida. Nada me corre bem.” A vida é pautada por decisões. Não há dia nenhum, que pelos menos, algumas vezes, não tenha de tomar decisões. Comprove por exemplo, numa simples refeição na companhia dos seus colegas ou amigo. A refeição, parte de uma variedade de escolhas de pratos em que você se decide por uma. As decisões fazem parte do universo: profissional, pessoal, social e até de lazer. Ou até, no regresso a casa, em que opta por outro caminho que não o habitual. Decisões simples que envolvem escolhas ou opções, mas que a decisão é sua. As decisões são como uma moeda, tem duas faces. Se esta, foi bem-sucedida, ótimo. Agora, quando não corre como o esperado, a mesma pode ter um forte impacto emocional. Com frequência projeta-se nas outras pessoas, que com as quais se convive diariamente ou que são significativas os tais “dissabores” da vida. É de certa forma, quase o “não aceitar” que tal situação possa ter acontecido pela própria responsabilidade de uma decisão que não correu como o esperado, mas sim, do que a outra pessoa possa ser a culpada pelo não sucesso. De referir que, no que respeita às decisões, a interpretação de decisões que se venham a revelar menos positivas são subjetivas, isto é, depende da interpretação de cada pessoa relativa à situação, e “do sentir” no preciso momento. No que concerne a este último aspeto, o “do sentir”, cada pessoa sente de forma diferente, independentemente de ser mais empática (ex. colocar-se no lugar da outra pessoa). Assim, perante a mesma circunstância, o que pode ser importante e arrebatador para uma pessoa, para a outra pode ser insignificante e pouco válido. O ato de decidir envolve a emoção, os sentimentos e também exigem uma certa maturidade cognitiva. Por forma a clarificar, todos nós já em algum momento tomámos uma decisão que se fosse hoje, não seria a mesma. Muitas pessoas culpam-se pelas decisões “mal tomadas” e sofrem bastante, como se fosse uma “prisão para toda a vida”. Refletir, lamentar e não “voltar a fazê-lo” ou ter “a atenção de”, faz parte de um processo de aprendizagem emocional. Grande parte das decisões são tomadas, tendo em conta, o estado emocional e o momento do acontecimento e perante isto decide-se pelo que se considera a “melhor opção para o momento e situação” (por mais que mais tarde se revele o contrário). Isto para dizer, que ninguém toma decisões para se prejudicar no momento ou no futuro. Existem decisões que efetivamente , como consequência, são impactantes na vida de outras pessoas. Todas as decisões que se toma, implicam, por consequência, outras pessoas e a responsabilidade. Não existe ato mais nobre, do que reconhecer e pedir desculpa, quando não se esteve correto. Importa referir um aspeto importante. Há decisões e decisões. As decisões cuja intenção é prejudicar e lesar designa-se de más ações (tem maldade). As decisões “mal tomadas”, apesar de se revelarem posteriormente como não muito corretas, o intuito de prejudicar, não está presente ou não se verifica. Pedir desculpa a si próprio/a e pedir desculpa ao outro (em caso em que o acontecimento envolva outra pessoa). Também não pode nem deve permitir que o que aconteceu, interfira no futuro em que o/a limita (espécie de bloqueio ou trauma). A vida flui. Avance e limite sim, e apenas, os pensamentos menos positivos, na sua mente, pela voz interior, “Porque que o fizeste?”, “Não devias…”, “Agora aguenta.”. Muitas das situações menos boas que acontecem, permitem aprender e evoluir enquanto seres humanos. O importante é de em diante, ser diferente, e que se possa tomar as “melhores decisões” para si e para os outros. Se tiver que tomar alguma decisão “mais difícil” considere as seguintes dicas. Uma decisão, envolve várias opções. Assim, um primeiro ponto, é refletir sobre a situação em si. Em seguida analisar ambas as opções, ou alternativas. Com base em cada alternativa que tem face à situação, descrimine por exemplo, numa folha de papel, as vantagens e desvantagens de cada uma. Mediante a visualização de cada aspeto, analise aquilo que pode ser benéfico para si, sem prejudicar os outros. Nunca tome decisões se se sente muito nervoso/a ou triste. Também nunca tome decisões se estiver muito feliz. Nestes estados emocionais, pela circunstância do sentimento que acarretam, a felicidade ou tristeza, acabam sempre por interferir. Você não está tão recetivo/a a escutar atentamente as informações e pode correr o risco de se comprometer com algo que mais tarde não quer ou deseja. A vida assemelha-se a um “totoloto”. Nunca são previsíveis respostas certas ou erradas. É uma incógnita. Mas mesmo que possa “não ser como o esperado” na maior parte das vezes, há algo que ninguém lhe tira. A desenvoltura de “se levantar” após todas as quedas.

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