Correio do Minho

Braga, sexta-feira

De volta

Pecado Original

Escreve quem sabe

2012-09-15 às 06h00

Fernando Viana

Esta é a nossa primeira crónica após a interrupção verificada durante o mês de Agosto. Espero sinceramente que os leitores do Correio do Minho tenham gozado umas boas férias e que continuem a apreciar as reflexões que de forma periódica trazemos à vossa consideração.
Continuaremos a dar especial destaque aos temas que se relacionam com o consumo, a divulgação de legislação nesta área, mas procuraremos também falar de áreas correlacionadas, como sejam o ambiente ou a economia. Afinal o consumo abrange grande parte da existência humana. Por assim dizer somos consumidores do berço ao caixão.
Sempre que se me oferecer oportuno trarei à colação questões que, ainda que não tenham a ver com os temas referidos, tenham despertado a minha sensibilidade e queira partilhar com os leitores.
Consumir nestes tempos difíceis merece uma especial reflexão: O que consumir e não consumir; Qual deve ser a hierarquização ideal das necessidades a satisfazer, sabendo de antemão que sendo os recursos disponíveis muito escassos, nunca conseguiremos dar satisfação a todas; Proteger o ambiente e transformar numa rotina os 3 R’s (reduzir, reciclar e reutilizar); A conciliação entre o consumo e a poupança.
Desde o comum cidadão até aos mais destacados responsáveis políticos tem prevalecido em muitos casos, a aplicação prática de uma estratégia que consiste em viver o dia de hoje como se não houvesse amanhã. O que, como tristemente sabemos não conduziu a bons resultados, seja no plano individual seja no coletivo.
Claro que para tudo isto contribuiu uma filosofia de apelo desenfreado ao consumo, de endividamento e sobre-endividamento despreocupado, que só agora foi posto algum travão por força das circunstâncias.
Na gestão da coisa pública, como na de uma empresa ou simplesmente das nossas finanças pessoais é necessário pensar sempre no amanhã.
E o amanhã não é apenas nós. São os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos. Também eles precisam de garantir o futuro. Não um futuro negro e sem oportunidades. Será por não acreditarmos no amanhã que existe hoje uma baixa alarmante da taxa de fecundidade? Interessante questão.
Como a história passada e contemporânea nos demonstra até à saciedade, todas as decisões tomadas têm consequências. Não esqueçamos o aforismo “tudo se paga, neste mundo”.
Vamos pois tomar boas decisões, refletidas, conscientes, no plano pessoal e coletivo e deixemos que o futuro seja brilhante.

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