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Dar prioridade à Qualificação Profissional

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Escreve quem sabe

2013-12-13 às 06h00

Rui Marques Rui Marques

O capital humano é um dos recursos mais preciosos de uma organização e o que mais atenção e dedicação exigem aos gestores e empresários para tornarem as suas organizações competitivas.
Entenda-se como capital humano o conjunto de capacidades, conhecimentos, competências e atributos dos indivíduos de uma organização que favorecem a realização de um conjunto de tarefas de modo a produzir valor económico.

O saber - fazer associado a qualquer função pode ser adquirido e melhorado através da educação, da experiência e do aperfeiçoamento. Existem, no entanto, alguns atributos relacionados com a personalidade dos indivíduos, que não se conseguem adquirir ou aperfeiçoar de forma significativa através de processos formativos. São inatos a alguns privilegiados.

Os portugueses, por exemplo, provavelmente por alguma falta de cultura de planeamento, desenvolveram aptidões ao nível da capacidade de improviso, da facilidade de adaptação a novos cenários e até de perspicácia, que outros povos não revelam com a mesma acuidade.
As mudanças e desafios com que nos confrontamos na economia atual, exigem, hoje, novas competências, saberes, atitudes, compromissos e qualificações das pessoas.

O investimento em educação e formação em Portugal continua a ser decisivo para o sucesso das empresas. Estudos comprovam que quanto maior as qualificações dos colaboradores maior é a competitividade das empresas.

Apesar dos progressos alcançados nas últimas décadas, continuamos a evidenciar lacunas graves na qualificação das pessoas. Dados de 2012 do Eurostat, indicam que:
• O peso da população com ensino secundário em Portugal na faixa dos 20-24 anos era de 66,9% enquanto que na Europa a 27 era de 80,0%;
• A taxa de abandono precoce de educação e formação em Portugal na faixa dos 18-24 anos era de 20,4% enquanto na Europa a 27 era de 12,9%;
• O peso dos licenciados na população total portuguesa era de 16,5% contra 24,3% na Europa;
Estes números ajudam a perceber o muito que há a fazer em Portugal ao nível das qualificações da população e das organizações. Sem elevados níveis de qualificação não há emprego qualificado, nem aumentos de produtividade e competitividade.
As organizações mais dinâmicas, inovadoras e competitivas são as que apostam na qualificação dos seus recursos humanos, na promoção de emprego sustentável e na gestão inteligente dos seus processos produtivos, de comercialização e de prestação de serviços.

Considero, por isso, que devemos apostar na qualificação dos recursos humanos, dando prioridade:
• Ao reforço do sistema de ensino profissionalizante, alinhado com as necessidades reais das empresas, porque, hoje, deter o 12.º ano concluído no sistema de ensino tradicional é, na maioria dos casos, deter uma qualificação desajustada das reais necessidades do universo laboral;
• À sensibilização dos jovens e famílias para a importância da formação técnica e do ensino profissionalizante;
• Ao reforço das competências dos atuais trabalhadores (empregados e desempregados);
• À revisão do ensino profissionalizante e sistema de aprendizagem, reforçando o papel das entidades empregadoras e das entidades da envolvente empresarial na formação dos alunos;
• Ao alargamento dos cursos de aprendizagem e ensino profissionalizante a outros níveis de ensino, aproveitando o potencial instalado nas escolas públicas e privadas, centros de formação, centros tecnológicos, institutos politécnicos e universidades;
• Ao combate à subsidiodependência que os atuais sistemas de ensino e formação promovem, acautelando a promoção de uma oferta de ensino e formação de acordo com as reais necessidades do mercado

Um conselho final para os jovens que estejam prestes a terminar o seu percurso educativo/formativo ou que estejam já neste momento à procura de emprego. Como é do conhecimento geral a conjuntura é adversa e o mercado de emprego está bastante deprimido. Porém, os empresários são inteligentes e não deixam escapar uma boa oportunidade. Se a contratação de um jovem quadro for uma mais-valia para a empresa, não tenho dúvidas que a maior parte não hesitará em proceder à sua integração e contratação. O grande desafio para o jovem é demonstrar que consegue acrescentar valor à empresa e ao negócio.

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