Correio do Minho

Braga, sábado

Dá que pensar

Investir em obrigações: o que devo saber?

Ideias Políticas

2016-09-06 às 06h00

Hugo Soares

Os últimos meses comprovaram em factos e números aquilo que o líder do PSD vinha a afirmar e que aqui repeti várias vezes: o caminho que o Governo das esquerdas radicais está a tomar levará o País novamente para uma crise económica, financeira e, por via disso, social.

Não que o PSD tenha algum prazer em fazer o papel de velho do restelo; não que o PSD queira regressar ao Governo para voltar a corrigir as contas públicas e iniciar novamente um ciclo de reformas que socialistas, bloquistas e comunistas desfizeram; não que o PSD tenha vocação para dona de casa e limpar a porcaria que os outros fazem. Mas sim: o líder do PSD não sabe estar diferente na oposição do que esteve no Governo. Com realismo, falando verdade e colocando em primeiro lugar o País e não a sua própria sobrevivência política.

Não farei o leitor perder demasiado tempo com a realidade que hoje já conhecemos. Esse não é foco do que aqui queria partilhar. Ainda assim, não deixo de afirmar que o consumo (a tal alavanca milagrosa que colocaria o País a crescer bem acima de 2% - disseram e escreveram os socialistas) não descola e, contra a previsão do Orçamento do Estado para 2016 (2,4%), encontra-se em 1,1%. A economia que cresceria 1,8%, no papel do Orçamento, não passa os 0,9%.

As exportações cresceriam 4,3%, nas contas do Dr. Centeno, não ultrapassam os 0,6%. Ou, por fim, a dívida pública que ficaria, na tabela de excell do Orçamento, em 127,7%, já vai em 131,9 %. Eis um retrato de uma realidade com que os Portugueses esbarrarão de frente e que, comparada ao legado de Passos Coelho, nos deve fazer lamentar, ainda com mais veemência, o golpe palaciano das esquerdas unidas para tomar o poder. Relembremos, pois, o cenário do tempo de Passos Coelho: O consumo crescia na ordem dos 2,6%, a economia 1,5%, as exportações cresciam 5,2% e a dívida pública encontrava-se nos 129%. Já para não falar no Investimento (imprescindível para fazer crescer a economia e criar emprego) que, na governação da Coligação, já estava a atingir níveis de crescimento de 4,5% quando agora se encontra em -0,5%.

Olhando, pois, para os números que não auguram nada de bom, se atentarmos a todas as análises das instituições internacionais sobre Portugal e perspetivarmos o futuro próximo, é justo dizer que este governo falhou em toda a linha e que é neste momento prejudicial aos Portugueses. Mas, se assim é, qual a razão para que o Partido Socialista, sempre que fala publicamente, ataque a liderança do PSD e questione a continuidade de Pedro Passos Coelho como líder da oposição? A resposta é evidente e é, de resto, o motivo deste texto e que “dá que pensar”.

Os dirigentes do PS defronte da sua falta de preparação e competência para governar, sentem-se pequenos e inferiores perante Passos Coelho. António Costa aposta na fanfarronice para compensar o que lhe falta em capacidade. No fundo, o PS, que antevê a humilhação resultante da sua própria sede de poder - e que os portugueses pagarão inexoravelmente -, quer que Pedro Passos Coelho saia de cena para não terem que sentir o vexame por que sempre passa a ignorância atrevida.

Sucede que o que Passos tem em preparação sobra-lhe também em determinação e paciência. E aí não resta outra alternativa a Costa que não continuar a levar o País para o abismo, com o beneplácito de Catarina e Jerónimo: para isso, basta abanar com o papão do regresso de Passos Coelho. É que a esquerda sabe que nunca houve em Portugal um Primeiro-Ministro tão certo e capaz como Passos Coelho. E reconhecer isso seria tremendista para os interesses das cliques partidárias, dos sindicatos e afins.

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