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Ideias

2020-06-13 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Estamos cada vez mais confusos e por vezes chegamos a pensar que o confinamento nos limitou e condicionou todas as nossas antigas faculdades e inteligência. Que, diga-se, sem falsa modéstia, sempre considerámos possuir num quadro de normalidade e sem qualquer excecionalidade ou superioridade em relação aos normais e humanos pensantes. Com exposta ou admitida intelectualidade!...
Vegetando num plano da comum vulgaridade, temos de confessar que nos espanta e faz pasmar o número de “experts” e “inteligentes” figuras que nos vêm surgindo cada vez mais nas TVs, sendo apenas de referir e de registar, mas sem compreender os “porquês”, a paridade e paralelismo que as irmana e quase as confunde num arcaico e ultrapassado “gerigoncismo” e numa bacoca e sintomática afirmação de “esquerdismo”, mormente quando surge o nome do Ventura e suas intervenções. Aliás, citando nomes e interligando programas, é quase impossível ignorar e não evocar “o último apaga a luz”, “o governo sombra”, “o eixo do mal”, “ o outro lado”, etc., e esquecer as “opiniões”, os “saberes”, a “cultura”, a “inteligência”, a “sabedoria”, o “raciocínio”, etc., de uns Rodrigo Moita de Deus , José Vieira, Adão e Silva, R. Martins, Pedro Marques, Luís Pedro Nunes, Daniel Oliveira e outros mais como Pedro Mexia e quejandos, e de umas Raquel Portela, Ana Drago, Clara Ferreira Alves, Inês Pedrosa, etc.. Falam de tudo, opinam sobre tudo e todos, dão nota dos seus conhecimentos e estadias noutros países, revelam saber de coisas que muitos ignoram, riem-se, sorriem, ninguém sabe de nada, gozam, fazem piada, divertem-se e … ganham o seu dinheiro, exibindo-se.

Claro que já também nos temos sorrido com os seus apartes, os seus comentários à braguilha aberta do Costa e as suas opiniões, mas analisando-os friamente ainda não descobrimos a verdadeira razão de “tais casamentos”, sua expansão e “uso”, admitindo-se, à falta de outra, melhor e mais séria explicação, que as expressões, intervenções e presenças de tais figuras se ficam a dever a um congeminado e atuante intervencionismo político, que interessa ao poder, permitindo-se assim dar espaço a uma tola preocupação em se exibirem como “gente” da esquerda e em se posicionarem sempre de “esquerda”, figuras e pessoas de vidas mal resolvidas e com problemas de passado, quiçá (é uma hipótese a não excluir) para de certo modo “esconder” e fazer “esquecer” pequenos factos, situações, atos ou pequenos nada que os possam “contaminar” como democratas ou rotulá-los como “salazaristas” e anti “abrilistas”.

“Democratas” de “fachada”, enrolam-se na estereotipada fantasia de um massivo esquerdismo, esquecendo que outros, no passado, também foram “lusitos” da mocidade portuguesa, e que tal não os diminuiu nem coagiu a “vomitar” ideias e pensares de esquerda e a ter medo dos “rótulos” arremessados após Abril, mantendo-se íntegros e iguais nas suas personalidade e atos, relações com o COPCON, sindicalistas ideários ativistas, esquerdistas e direitistas, no respeito por todos e pelas suas liberdades. Não se envaidecendo com as entradas em sedes de partidos, as falsas informações dos agentes da PIDE e as cartas de queixa a Salazar, mas nunca se arrogando cultores e detentores de ideias para os “comparsas” se rir e se divertir. Porque é moda, é chique, e é assim que se consegue ganhar dinheiro e ter um programa, numa pseudo cultura de um entusiasmo serôdio que se entende ser viável, ainda que martelando nas mesmas teclas, bajulando os idiotas do costume e os utópicos de leitura bacoca e de imaginação fértil, mas alheada das realidades e do povo português. Que quando tem o azar de os ver e ouvir tão só sabe dizer, por vezes num irónico lamento, “são tão cultos! … tão inteligentes!…. sabem tanto!… fazem rir e chorar de riso!... de tal modo que até parecem os “palhaços” que costumam vir ao “arraial” da festa da nossa aldeia”!... É pena que os “vómitos” de inteligência provoquem muitas vezes muita azia…

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