Correio do Minho

Braga,

Críticas Curvilíneas

Patologia respiratória no idoso

Escreve quem sabe

2015-09-27 às 06h00

Joana Silva

A vida é feita de recomeços e aprendizagens que contribuem para o crescimento da maturidade emocional. É composta por diversos tipos de aprendizagens, umas felizes, outras nem por isso, onde muitas vezes, a interrogação é inevitável “Porquê que tenho de passar por isto? Que mal fiz eu?”. Dizem que o caminho para a felicidade é curvilíneo e talvez por esta razão uma das mais famosas frases de Fernando Pessoa, se encaixe perfeitamente, “Pedras no Caminho? Guardo-as todas e um dia construo um castelo”.

Ninguém está livre de ser “avaliado” por parte de outras pessoas, seja na vida pessoal, profissional ou social de onde inevitavelmente surgem críticas. Sejam críticas construtivas ou críticas destrutivas, nem sempre são fáceis de aceitar. O ser humano é um ser relacional, por esta razão, existirá sempre alguém que irá tecer comentários positivos ou negativos acerca de nós ou de alguém. As críticas construtivas são as que “chamam a atenção” para a melhoria de algo (comportamento, atitude etc.).

De caracter justo e assertivo. Por outro lado, as críticas negativas têm como objetivo afetar emocionalmente. Existem de facto pessoas que são atacadas por críticas negativas pelo simples facto de se sobressaírem em determinada situação, como por exemplo, emprego, socialmente carismático, ou até mesmo pelo facto de sorrirem muito, como se, a boa disposição também incomodasse. As criticas negativas também podem surgir também daquela pessoa que não tem opinião formada acerca da pessoa alvo de critica mas só para se “enturmar” na conversa fá-lo. Não menos importante e num outro contexto de reflexão, também a crítica construtiva é muitas vezes mal interpretada mesmo sendo benéfica para a pessoa a quem é dirigida a crítica, do género, “Só me está a dizer isso, porque sente inveja”.

Isto para se dizer que “ver” ou “aceitar” a realidade conforme é, e, assumir as falhas também é um processo delicado e melindroso. É preciso “separar as águas”. Quem é importante para nós, algo que se sente e se vê pois o seu comportamento é genuíno e desprovido de “máscaras sociais” não tem necessidade de fazer críticas só porque lhe apetece. Por outro lado, deve-se sim ter em atenção, as pessoas em que se não tem um vínculo emocional forte (colegas de trabalho, amigo ou até familiares), em que sistematicamente nos criticam. Não vale a pena “comprar uma guerra”, porque a pessoa mal-intencionada não vai mudar por mais que se lhe chame a atenção. Mais do que isso é importante analisar por detrás “do véu”.

Normalmente quem tece regularmente criticas negativas face a outrem tem por norma auto-estima baixa, são mal resolvidas na sua própria vida e tendem a projetar para as outras pessoas a sua infelicidade por via críticas sem sentido, mentiras e difamações. Lembre-se, as pessoas felizes não têm essa necessidade de ter esse tipo de comportamentos, porque estão preocupadas em viver a sua própria vida, não interessando a dos outros. Tal como as boas palavras podem salvar o dia de alguém, também as más palavras podem estragar o dia ou até uma vida. Numa sociedade em os valores se tem perdido de dia para dia é importante fazer a diferença: semear o amor.

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