Correio do Minho

Braga, terça-feira

Crescimento de 2,8% é boa notícia mas...

Tancos: falta saber quase tudo

Ideias

2017-05-17 às 06h00

Paulo Monteiro

A notícia de que a economia portuguesa cresceu no primeiro trimestre 2,8% do PIB, ontem confirmada pelo Eurostat - na zona euro cresceu 1,7% -, é excelente, mas... cuidado. É preciso ter muitas cautelas e isso mesmo disse anteontem, num Fórum realizado pela Associação Comercial de Braga, o ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que não acredita que nos próximos anos Portugal cresça mais de 1%.

O próprio ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou ontem que só isso não chega, apesar do crescimento ter superado “todas as expectativas” e ser equilibrado. Mas, no futuro, é preciso que o crescimento se faça por via da inovação.

Mas não só. O nosso grande problema chama-se... dívida. E por esta razão ainda não ganhámos qualquer desafio. Somos um país altamente endividado, os indicadores de confiança ainda não são bons, para além de termos a quinta dívida pública mais elevada da Europa e a terceira da zona Euro. A dívida pública é superior a 130% e, em Março, voltou a aumentar para 243,5 mil milhões de euros... mais 23 milhões de euros em relação a Fevereiro e perto de 10 mil milhões em relação ao mês homólogo de 2016, segundo dados do Banco de Portugal.

São situações que não ajudam e que, segundo Teixeira dos Santos são “uma pescadinha de rabo na boca. Precisamos de crescer, mas com uma dívida tão grande... é complicado”.
E é verdade. Apesar de tudo estar a correr bem... também pode começar a correr mal. É preciso ter muitas cautelas. Se o problema do défice está no bom caminho, também o da dívida tem que lhe seguir as pisadas. Caso contrário, é muito esforço e muito sacrifício para nada... É como tentar andar com um carro quando este tem o travão de mão activado...

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