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COVID… e agora?

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COVID… e agora?

Ideias

2020-06-04 às 06h00

Leonel Rocha Leonel Rocha

Já todos sentimos os efeitos da pandemia: confinamento, restrições à nossa livre circulação, privação de muitos hábitos sociais, etc. Alguns milhares experimentaram mesmo os efeitos do novo coronavírus sendo infetados, com ou sem internamento e, infelizmente, houve também mais de mil de duzentas pessoas que perderam a vida por causa desta pandemia. Contudo, as consequências do Covid 19 ainda não passaram, nem se esgotaram. Ainda temos os novos hábitos sociais aos quais temos de nos adaptar e há mesmo uma forte probabilidade da maioria das famílias serem afetadas economicamente, devido à perda do trabalho e/ou outros rendimentos.

A crise económica que estamos a enfrentar e que tende a acentuar-se nos próximos meses traz graves consequências, às quais a comunidade precisa estar atenta, pois o problema do vizinho não é apenas problema do vizinho, mas de toda a comunidade. Uma comunidade sã não se conforma com situações de pobreza e de mal-estar dos seus membros.
Para responder a esta crise resultante da pandemia, o concelho de Vila Nova de Famalicão está em vantagem face à esmagadora maioria dos territórios em Portugal. As duas décadas de trabalho da Rede Social, as parcerias existentes entre entidades públicas, entidades de cariz social e caritativo e as empresas, constituem uma malha mais apertada, capaz de amparar as pessoas mais vulneráveis.

Claro está que para que esta rede de assistência social possa operar há necessidade de se conhecer os problemas. Por isso, é essencial que todos nos sintamos corresponsáveis, ora alertando para determinadas situações, ora motivando e acompanhando, quando necessário, as pessoas mais necessitadas na procura das oportunidades disponíveis, ora ainda, contribuindo, com o que pudermos, para dotar as instituições com os meios de ajuda.
A coordenar esta Rede Social está o Município que, para além de estar dotado de serviços técnicos capazes de atender às mais diversas situações e de articular com os parceiros da comunidade, também dá o exemplo através da implementação de medidas que procuram colmatar as dificuldades sentidas pelos munícipes. A título de exemplo:
- No Setor da Educação estão a ser ajudados os alunos, do 1º ao 12º ano, que não dispunham de meios informáticos para o ensino à distância; e estão a ser disponibilizadas as refeições, em regime de take away, para todos os alunos que tenham necessidade, na escola do 1º ciclo mais próxima da sua residência, independentemente do ano ou ciclo de estudos que esteja a frequentar.
- No setor da Juventude foram reforçadas as Bolsas de Estudo para estudantes universitários; e foi criada Linha J, possibilitando uma maior proximidade no aconselhamento e apoio aos Jovens, nas diversas áreas de promoção do bem-estar.
- No setor de Gestão dos Espaços Públicos, foi instituída a isenção de taxas de ocupação de espaço público e de publicidade e possibilidade de alargar as esplanadas.
- No setor do Ambiente continuam e foram reforçadas os apoios através da redução da tarifa de água e saneamento e isenção destes custos para as IPSS.
- No setor Social, através da loja social e dos apoios que o Município disponibiliza à Associação Dar as Mãos, à Tudo pela Vida, à Humanitave, às Conferências Vicentinas e à Refood, são disponibilizados: bens alimentares e refeições confecionadas; apoios económicos para a medicação, para a luz e gás. Também o programa Casa Feliz estendeu o seu apoio às rendas, ajudando aquelas famílias que, por perderem rendimento por causa do Covid 19, sentiram dificuldades em pagar a sua renda mensal;
- No setor Administrativo-Financeiro foi anunciada a redução do IMI, beneficiando todas as famílias que tem um ou mais filhos; será reduzida, em 10%, a cota municipal do IRS a cobrar às Famílias; e na derrama das empresas serão isentas as empresas cujo volume de negócios vá até aos 250.000€.
- No setor do Empreendedorismo foi criado um selo de produtos locais, valorizando e promovendo os produtos locais; também f se avançou com a iniciativa “comércio da vila”, uma plataforma para os lojistas do comércio local poderem vender os seus produtos online; instituiu-se moratórias para os empreendedores que estão nas nossas coordenadas pelo Município; foi feito um levantamento das empresas que produzem Equipamentos de Proteção Individual, com vista à sua promoção junto das instituições, empresas e população em geral, potenciando as respetivas vendas; foi ainda criado um apoio financeiro a pequenas e micro empresas, para o desenvolvimento de projetos de inovação de combate ao Covid 19.

Todas estas medidas beneficiam os famalicenses em geral, incidindo muito no apoio às famílias. Por todas estas razões e ainda por todo o apoio que é prestado ao longo dos anos, mesmo muito anos antes de haver o novo coronavírus, nas mais diversas áreas de atuação da Autarquia tem feito com que Famalicão seja considerado um Município Familiarmente Responsável, tendo recebido esta distinção já por 8 vezes.
A prepósito da atenção que é dada às Famílias, não posso deixar passar em claro a comemoração do Dia Internacional da Família, que aconteceu no dia 15 de maio, para lembrar o papel absolutamente decisivo das famílias na construção de uma sociedade mais justa e humanista. A educação informal da família, juntamente com a educação formal das escolas e a educação não formal das instituições são responsáveis por ajudar os cidadãos a terem conhecimentos, competências e atitudes proactivas no desenvolvimento coletivo de uma comunidade. Por isso, quando vemos um território preocupado com todos os seus membros e empenhado em não deixar ninguém para trás nas situações mais difíceis, então podemos concluir que, no seu conjunto, a comunidade deste território está a desempenhar um bom papel na educação, está a construir um Território Educador, onde dá gosto viver, estudar e trabalhar.

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