Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Corpo Nacional de Escutas - CNE: Caminho de Esperança - Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa

‘O que a Europa faz por si’

Escreve quem sabe

2012-11-23 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

A Conferência Episcopal Portuguesa aprovou, no passado dia 15 do corrente mês de novembro, uma nota pastoral “Corpo Nacional de Escutas - CNE: Caminho de Esperança” (http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=93281), enquadrada no âmbitos das comemorações do 90º aniversário da Fundação do Escutismo Católico Português, pelo Arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos, do dia 27 de Maio de 1923, e pela celebração do Ano da Fé, recentemente proclamado pelo papa Bento XVI.

Foi com alegria e sentido de responsabilidade crescente que, no CNE, recebemos esta manifestação de “grande apreço que a Conferência Episcopal Portuguesa nutre pelo CNE” tornada pública com esta nota pastoral que revê “a importância do Escutismo Católico Português na construção de uma sociedade animada pela Esperança que brota da Fé”, confiando, desta forma, na capacidade mobilizadora e evangelizadora de movimento da Igreja, que é, pela natureza da sua missão, um “movimento de Fronteira”.

A presente nota pastoral é um olhar carinhoso dos Bispos Portugueses para este movimento que acolhemos como o olhar do “Bom Pastor” sobre o seu rebanho e que nos transmite confiança e segurança no desenvolvimento do projeto educativos de ajudar os jovens a formarem-se cidadãos solidariamente ativos guiados pela Luz do Evangelho.

Ao relembrar que os jovens são, no escutismo, os artífices do seu próprio destino, esta nota pastoral vem valorizar a pedagogia da ação e da participação caraterísticas do Escutismo e valorizar também o seu contributo na construção de uma nova humanidade animada pela entrega plena ao serviço do bem.

Interessante e esclarecedora a visão de desenvolvimento formulada através de cinco desafios: da identidade, da abertura, da integração, da comunhão e da evangelização que limitam com o infinito a ação do Escutismo e a sua relação com e na Igreja.

Esta formulação vem consolidar o percurso de noventa anos que agora comemoramos de forma simples, mas envolvente, mas vem ainda colocar marcos de referência educativa para que o percurso de cada criança ou jovem seja empregando pelo sentimento da Esperança que faz de cada um de nós “semente” e “semeador” que nos faz o apelo de sermos “Igreja” e participantes ativos na sua missão de construção da Paz.

Na verdade, este caminho apontado pelos bispos portugueses, leva, cada um de nós, a uma porta bem aberta conduzindo para um ambiente acolhedor e de Esperança que todos vamos construindo, bem diferente do descrito por Antero de Quental no seu soneto magnífico “O Palácio da Ventura” onde o desabafo do Cavaleiro Andante, “Mas dentro encontro só, cheio de dor, / Silêncio e escuridão - e nada mais!”, nos turba a visão do futuro que queremos
Relembrando as palavras, bem diferentes, de Bento XVI, na sua Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude de 2007, que pedimos emprestadas, pois são, tal como esta nota pastoral, uma verdadeira bússola neste percurso de vida e de vidas: “O futuro está nas mãos de quem sabe procurar e encontrar razões fortes de vida e de esperança.”

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