Correio do Minho

Braga, quarta-feira

COP 22: Trump põe em causa Acordo de Paris

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Ideias

2016-11-16 às 06h00

Pedro Machado

Na semana passada, Donald Trump foi, imprevisivelmente, eleito como 45.º Presidente dos Estados Unidos da América.
As suas primeiras intervenções polémicas, levam-me a questionar, dada a minha ligação ao Meio Ambiente, se os acordos anteriormente assumidos, relativamente ao combate às alterações climáticas, estarão em causa.

Em dezembro de 2015, conjuntamente com 196 países, os EUA acordaram as condições do protocolo de Paris, uma enormíssima vitória para o futuro ambiental, depois do fracassado protocolo de Quioto.
Entretanto, à data de hoje, já 109 desses países ratificaram o Acordo de Paris, incluindo os EUA. Em termos de grandes poluidores, apenas dois, Japão e Rússia, ainda não apresentaram a aprovação final.

O Acordo de Paris entrou oficialmente em vigor a 4 de novembro, 30 dias após a data em que pelo menos 55 Partes, que representam um total de 55% das emissões totais de gases com efeito de estufa, depositaram os seus instrumentos de ratificação, aceitação, aprovação ou adesão.
Nesta altura, está a decorrer, desde de 7 de Novembro, até ao dia 18, em Marraquexe, a COP22 (Conferência das Partes) que reúne, anualmente, os 197 países para discutir as alterações climáticas. Esta conferência principiou com o objetivo de tirar o Acordo de Paris do papel, no entanto, a eleição de Donald Trump, colocou todos os intervenientes em Pânico. Isto porque Trump declarou que não iria cumprir o acordo: “Vamos cancelar o Acordo de Paris e todos os pagamentos que saem dos nossos impostos para os programas da ONU sobre o aquecimento global.” Disse-o durante a campanha e reafirmou-o depois de ser eleito, nas medidas apresentadas para os primeiros 100 dias de mandato.

Donald Trump afirmou mesmo, durante a campanha, que o “aquecimento global era uma fraude inventada pelos chineses para minar a industrialização dos Estados Unidos”.
Alguns participantes na COP22, ainda que sem grande convicção, disseram que esperam que Donald Trump seja chamado à razão pois o advento das energias limpas é inevitável e o aquecimento global uma séria ameaça.

Ségonèle Royal, ministra francesa do Ambiente, afirmou que o novo Presidente dos Estados Unidos da América não pode evitar a implementação do acordo alcançado em 2015, e lembrou que os países que ratificaram o acordo se comprometeram a cumpri-lo durante quatro anos.
No entanto, especialistas das Nações Unidas referem que há instrumentos legais que permitem a Trump sair do acordo.

Há quem afirme que o Acordo de Paris é um comboio em andamento que já não pode ser parado sob risco de colocar em causa, sem hipótese de retorno, o futuro do nosso planeta.
Será que podemos estar sujeitos a estas vulnerabilidades que dizem respeito a todo o planeta, sempre que muda um governo? Ou no que diz respeito a decisões tão importantes, os compromissos anteriormente assumidos deverão ser honrados por quem se segue?
Espero que as “atoardas de campanha eleitoral” não sejam de facto, ações a levar a cabo.
Vamos ter de esperar para ver…

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