Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Como controlar a Sinusite

Da falta que as tentações nos fazem

Voz à Saúde

2017-03-21 às 06h00

Joana Afonso

ASinusite corresponde a uma inflamação dos seios peri-nasais que se apresentam na face como cavidades arejadas. Na sua origem podem estar vírus, bactérias, fungos ou associar-se a um quadro alérgico ou de inalação de poluentes. Trata-se de uma patologia comum que interfere significativamente com a qualidade de vida profissional e pessoal diária dos indivíduos afetados. Estima-se que a prevalência de Sinusite em Portugal ronde os 27%, estando frequentemente associada a quadros de rinite alérgica, asma, bronquite, amigdalite e faringite.

As causas de Sinusite incluem qualquer fator que impeça a drenagem das secreções nasais, levando à sua acumulação e consequente inflamação, obstrução e infeção. Destaque para os quadros de alergias, incluindo a poeiras, pólen, poluição, pêlo de animal, fumo de cigarro, para as infeções respiratórias como gripes e constipações, para condições de desvio do septo nasal, trauma da face ou até presença de pólipos nasais, entre outros... De salientar ainda que o uso excessivo e desregrado de descongestionantes nasais pode também aumentar o risco de desenvolvimento de Sinusite.

De acordo com a duração do quadro pode, de uma forma simplificada, classificar-se em Aguda quando a sua duração é inferior a 4 semanas ou Crónica quando excede esse período.
Os sintomas incluem obstrução nasal, por vezes acompanhada de febre, espirros, mau hálito e tosse, sendo comum a sensação de drenagem de muco ao longo da garganta. Como fator limitante surge a dor de cabeça que se instala como sensação de pressão na zona frontal da face, na zona malar, no nariz ou mesmo entre os olhos.

O diagnóstico é, essencialmente, clínico, razão pela qual, na presença destes sintomas, deverá consultar o seu Médico de Família que, se necessário, solicitará a realização de exames radiológicos de confirmação.
O tratamento terá como objetivo desobstruir, libertar as secreções retidas e limitar o processo inflamatório e/ou infecioso. No caso dos quadros de Sinusite Aguda Não Infeciosa o tratamento passa pela lavagem nasal com solução salina como soro fisiológico e, eventualmente, pelo recurso a corticoterapia em spray.

O reforço da ingestão de líquidos está indicado para ajudar a diluir as secreções. Por sua vez, os descongestionantes nasais são, muitas vezes, usados de forma abusiva, sendo que apenas devem ser usados por períodos curtos, sob pena de exacerbarem a patologia. O uso de anti-histamínicos deve ser guardado para os casos em que na génese se encontra um processo alérgico. Importa salientar que a prescrição de antibióticos está somente indicada se a origem da Sinusite for uma infeção bacteriana. Nos casos Crónicos poderá mesmo haver necessidade de intervenção cirúrgica.

O seu Médico de Família saberá avaliar e indicar qual o tratamento mais adequado, razão pela qual não deve hesitar em procurá-lo.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua saúde!

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