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Círios e velas: do cemitério para uma nova vida, no Dia de Todos os Santos

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Círios e velas: do cemitério para uma nova vida, no Dia de Todos os Santos

Ideias

2018-10-31 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Durante esta semana, milhares de pessoas irão aos cemitérios visitar os seus entes querido já falecidos.
É certo que a maioria destas pessoas também o faz durante todo o ano, mas sabemos que no Dia de Todos os Santos, o movimento é bastante maior que o habitual. É usual levarem flores, velas e círios, para colocar nas campas e jazigos, trocando outras que já lá estavam, o que fará com que a quantidade de resíduos gerados nos cemitérios seja muito maior, antes e depois, do Dia de Todos os Santos.
Desde janeiro de 2014, a Braval colocou contentores apropriados para a deposição dos círios e velas usados, os ciriões, em todos os cemitérios da sua área de abrangência. Atualmente existem cerca de 500 ciriões, distribuídos pelos municípios de Braga, Amares, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Terras de Bouro.

Esta foi mais uma medida que privilegia a recolha seletiva de resíduos, evitando a sua deposição nos contentores comuns de resíduos indiferenciado e, mais importante, evitando a consequente deposição no aterro sanitário.
Por outro lado, os restos da cera, o copo de plástico e a tampa de metal, que constituem os círios e as velas, serão separados manualmente e enviados para reciclagem.
Assim, para além de se evitar a deposição em aterro destes materiais, evita-se o consumo de mais matérias-primas para o fabrico de novos produtos, nomeadamente a cera, mas também metal e plástico, sendo estes materiais totalmente recicláveis.

Desde o início deste projeto, já foram desviadas do aterro mais de 300 toneladas de círios e velas! No entanto, para que este serviço possa funcionar da melhor forma, não se podem usar os ciriões para colocar as flores e esponjas usadas, estas têm de ser depositadas no contentor de indiferenciados. Para além de não terem valorização, irão encher os contentores, impedindo a sua utilização por mais pessoas, entrando em decomposição e, consequentemente, causando maus-cheiros e sujidade.
A imagem que acompanha esta crónica é o cenário com que nos deparamos todas as noites aquando da recolha do ecoponto localizado junto ao cemitério do Monte D’Arcos – Braga. Vários sacos com flores são colocados em cima da tampa do ecoponto.

Ora, sabendo que as flores não são resíduos para colocar no ecoponto, isto “obriga” os nossos colaboradores a perder vários minutos a desviar os resíduos indevidos, para além da sujidade que as escorrências das flores em decomposição causam no ecoponto.
Como costumo dizer não há melhor ou pior sistema de recolha de resíduos, pois até os melhores não resistem à falta de civismo ou informação da população.
Em todas as atividades da nossa vida quotidiana, os nossos comportamentos têm impacto ambiental. Da próxima vez que se deslocar ao cemitério, separe os círios e as velas usadas, colocando-os no contentor adequado, separando flores para o contentor de resíduos indiferenciados.
Ajude-nos, ajudando-se!

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