Correio do Minho

Braga, sábado

Cinema: dos irmãos Lumière às salas quase vazias...

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Ideias

2018-10-19 às 06h00

Paulo Monteiro


Longe vão os tempos em que as sessões de cinema esgotavam. Longe vão os dias em que se faziam filas para comprar bilhetes para o cinema e longe vão os anos em que os filmes ficavam semanas e semanas em cartaz porque as salas estavam sempre cheias... O negócio fervilhava e fazia com que abrissem salas de cinema em todo o lado. Era moda e era cultura. E todos saiam de casa para ir ao cinema. Pequenos e mais velhos. Era a cultura do cinema. E do convívio também. E até de muitos romances que começavam dentro da sala do cinema. Hoje esses tempos são recordações, por muitos esforços que se façam para levar as pessoas às salas de cinema e as tecnologias nos mostrarem filmes quase reais... Os últimos números assustam: em média, até Setembro, no conjunto de todas as salas de exibição comercial do país, cada sessão de cinema teve em média 21 espectadores... Mau demais para ser verdade. Há cada vez menos gente a ir ao cinema. Os números não enganam. E não enganam os dados de que entre Janeiro e Setembro deste ano, as salas de cinema portuguesas perderam 1,4 milhões de espectadores em relação ao mesmo período de 2017. Uma quebra de 12,4%. Passaram pelas salas portugueses 10,5 milhões de espectadores, entre Janeiro e Setembro. Como mudar estes números e tornar a levar as pessoas ao cinema? É complicado quando muitas têm tudo em casa com um simples ‘clique’.
Más notícias num dia simbólico para o cinema... faz hoje 156 anos que nasceu Auguste Lumière inventor do cinematógrafo, juntamente com o seu irmão Louis. São considerados os inventores da sétima arte. E que grande invenção nos trouxeram...

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