Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Centro Novas Oportunidades da ESCA: presente e futuro

Desprezar a Identidade, Comprometer o Futuro

Voz às Escolas

2011-12-05 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos

Na ESCA, não obstante os tempos conturbados que vivemos, continuamos a pensar que o futuro se ganha com mais e melhor qualificação dos recursos humanos.

Face às indefinições actuais sobre o futuro da Educação e Formação de Adultos em Portugal, pois parece-nos claro que a Iniciativa Novas Oportunidades (INO), nomeadamente o “eixo adultos”, não recebeu novo mandato político e que o funcionamento dos Centros Novas Oportunidades (CNO) e consequentemente da manutenção dos processos de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências (RVCC) só se justifica no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações (SNQ), é oportuno reflectir sobre o trabalho desenvolvido pelo nosso centro, a funcionar desde meados de 2008 e por onde já “entraram” cerca de 2500 adultos, a maioria deles com vontade de traçar novo rumo para as suas vidas, cientes da necessidade de aderir ao “movimento” das aprendizagens ao longo da vida.

A vasta equipa envolvida no CNO privilegia um trabalho de qualidade, sério, rigoroso na missão que lhe está atribuída conforme demonstram os “números” e o reconhecimento dos adultos que nos procuram.

No presente ano, já se inscreveram mais de 700 adultos, número que nunca tinha sido alcançado. Do total de inscrições no centro (desde 2008) apenas 620 adultos foram encaminhados para processo de RVCC, isto é, cerca de 25% e dos quais foram certificados 46%, o que determina que apenas 283 adultos viram reconhecidas e validadas as suas competências, tendo, por isso sido certificados quer no nível básico, quer no nível secundário de educação.
Saliente-se que esta certificação originou a realização de mais de 3500 horas de formação complementar em diversos domínios, realizada pela equipa de formadores.

A constante avaliação interna efetuada ao funcionamento do nosso centro, permite-nos constatar alguns constrangimentos que deverão ser ultrapassados, nomeadamente:

I) A recusa permanente dos adultos à certificação parcial e posterior conclusão do processo de certificação em modalidades de educação formação, poderá levar a uma imposição da equipa ao adulto e mesmo a uma li-mitação temporal para o adulto terminar o seu processo de RVCC;

II) As dificuldades sentidas pelos adultos na língua materna deverão ser colmatadas com a realização de oficinas de expressão oral e escrita;

III) Reforço e promoção da formação em TIC (níveis mais avançados).

Actualmente, fala-se no aparente desencontro entre as representações internas e externas da INO, no entanto, não se encontram com facilidade evidências que as críticas externas sejam negativas ou apreciem negativamente o trabalho desenvolvido no eixo adultos da iniciativa, que concretiza as políticas públicas que visam a qualificação da população portuguesa.

Um dos elementos fundamentais para a concretização deste objetivo é a existência de uma rede de CNO, distribuídos por todo o território, que além de desenvolverem processos de RVCC devem constituir-se como plataformas de aconselhamento e orientação dos adultos para a aprendizagem ao longo da vida.

Devemos preparar o futuro, refletindo sobre o passado e o presente, a fim de corrigir os erros e melhorar o serviço prestado, tendo sempre presente a necessidade de prestar contas e de avaliar todo o processo, que deverá conduzir a uma melhoria significativa das competências-chave dos adultos.

A nossa equipa está disponível para colaborar na transformação do nosso CNO num Centro de Aprendizagem ao Longo da Vida, capaz de reforçar a sua capacidade de captação e actuação junto de diferentes públicos-alvo, de modo a dar resposta às reais necessidades de qualificação da população adulta, no âmbito de redes locais de qualificação devidamente sustentadas e reconhecidas por todos os parceiros e interlocutores.

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