Correio do Minho

Braga,

Cartão dourado

Situação da Inovação e do Ensino Superior em Portugal segundo a OCDE

Escreve quem sabe

2014-05-10 às 06h00

Ricardo Carrola

Os cartões bancários vieram para ficar. Introduzidos em Portugal de forma gradual tendo crescido até à actual proliferação nas carteiras de quase todos os portugueses. A comodidade de poder pagar em (quase) todos os estabelecimentos físicos e virtuais, a sua simplicidade e facilidade de transporte, assim como a confiança que depositamos neles, levaram a um rápido sucesso e crescimento destes pequenos utensílios.

Actualmente carregamos meia dúzia de trocos para as despesas imediatas e um destes elementos de plástico (ou vários) junto a nós. O primeiro cartão de crédito apareceu em 1958, na Califórnia, Estados Unidos da América e foi o antecessor dos actuais cartões VISA. O cartão de crédito, actualmente, representa uma das formas mais segura de pagamentos existente. Com inúmeras variações e designações possíveis.

No Cazaquistão por exemplo, existem cartões de crédito feitos de folhas de ouro, incrustados com diamantes. Um pequeno mimo para os melhores cem clientes do país. Outras entidades decidiram fazer cartões verticais, de titânio, ou ainda perfumados. Canela, café ou laranja. Tudo para elevar a utilização destes utensílios a uma pequena experiência sensorial. Em jeito de resenha histórica, digo que, o que começou por ser meia dúzia de números e letras impressas em pequenos pedaços de plástico evoluiu para a utilização de uma banda magnética, em 1979, seguida da introdução de um holograma em 1984.

Os chips nestes cartões foram introduzidos mais tarde, apenas em 2001. Cinquenta anos após o seu nascimento e devido às evoluções sofridas pela tecnologia continuamos a usá-la com as devidas precauções. Mas a nível de inovações o que tem acontecido com estes pequenos objectos do nosso quotidiano? Muitas.

A introdução dos novos cartões payWave ou cartões contactless, que permitem fazer compras sem a introdução dos cartões nos terminais de pagamento, são um exemplo disto. Para pagamentos de baixo valor ou outros, estes cartões encontram-se agora em fase de disseminação já estando presentes em muitas das nossas carteiras.

Outra inovação introduzida pela VISA e que agora começa a ser distribuída será o novo cartão CodeSure, um novo cartão de crédito, com ecrã (LCD) e um pequeno teclado numérico. Sim, um ecrã e um teclado no cartão... Produzidos no tamanho e escala actual dos cartões existentes, estes novos cartões irão permitir validar de forma mais simples e segura os pagamentos online. Um novo passo para o futuro.

Em fase de piloto ou projecto estão ainda muitas evoluções desta tecnologia. Desde hologramas com fotografias personalizadas, códigos de barras para pagamentos de baixo valor, utilizáveis por exemplo em autocarros, numa loja, ou em outros produtos e serviços, a lista de inovações é grande. Os novos cartões poderão por exemplo ter informação invisível, que poderá ser mostrada apenas quando o utilizador coloca o seu dedo indicador numa área específica do cartão e este é reconhecido.

Esta forma de identificação pode ainda ser utilizada no futuro para eliminar o actual código (PIN). Controlo por voz, conversão automática de pagamentos em moeda local (no estrangeiro) para euro, mostrados no ecrã do cartão, são outras das funcionalidades esperadas, assim como disponibilizar no ecrã deste a lista das últimas transacções efectuadas.

Não é preciso ser especialista em futurologia, para ver para onde caminham todas estas alterações. A pergunta que fica é simples, quanto tempo até os nossos Smart Phones ou telemóveis começarem a competir de forma séria neste mercado? A ver vamos. Aqui, no nosso cantinho do mundo, acho que fulcral seria inovar nos alertas do consumo efectuado nos cartões bancários… Fica a ideia e o desafio.
Até daqui a quinze dias,

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