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Boas festas

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Boas festas

Escreve quem sabe

2020-12-20 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Este ano temos umas festas natalícias atípicas relativamente a anos anteriores, fruto da vivência de uma pandemia que passa pelo mundo. Muitas pessoas, se sentem tristes, porque este ano “é diferente”. “Diferente” no que respeita ao espirito e magia da quadra natalícia. Há quem não possa, infelizmente, festejar a quadra junto dos seus parentes mais queridos para sua proteção ou proteção dos seus familiares. Há quem tenha, infelizmente perdido o emprego. Há quem, infelizmente, veja os seus projetos e sonhos destruídos ou adiados, depois de tantos sacrifícios, porque tiveram de fechar portas pela falta de clientes. O não puder festejar de quem se ama, causa tristeza e angustia. Mas se estas palavras o confortarem, pense que o dia de natal ou até a passagem do ano, circunscreve-se a um momento. Um dos muitos momentos que irá ter mais vezes, seguramente pela frente na sua vida. Mais natais, mais de passagens do ano. Foi neste ano que se deu mais valor aos afetos, e menos aos bens materiais. Talvez agora de em diante seja diferente. Chegamos à conclusão que ver um pôr-do-sol, dar um abraço sentido, ver o mar e a sensação de liberdade são bens preciosos e única que a vida nos dá de forma gratuita e quem nem sempre se deu valor. Terá a oportunidade de viver muito, de sorrir muito ainda pela frente. O mais importante no momento é estar bem (dentro das circunstâncias) e ter saúde. Também e infelizmente muitas pessoas perderam o emprego. As palavras, “vais conseguir arranjar outra coisa.”, perdem-se no meio da dor do que o coração sente. O ditado popular, o diz “ Só quem passa é quem sente.”, e é a mais pura das verdades. Não há palavras que confortem quando se dedica de “alma e coração” a algo e depois se perde. Se alguém merece isso? Não, sem dúvida. Se sente mais deprimido/a e “sem forças” para se re(erguer) novamente é um período normal. Cada pessoa tem o seu tempo para “assimilar” situações más e não merecidas. Em primeiro lutar, faça o luto de tudo. Se sentir vontade de chorar chore. Chorar é terapêutico . Chorar liberta o coração. Quando algo de mal nos acontece, estamos mais vulneráveis à invasão de pensamentos maus, pois não se vê alegria em nada. Você não deve se conformar com esta situação, sabe porquê? Porque ninguém, absolutamente ninguém está desamparado na vida. Você tem quem se preocupe consigo, embora nem sempre o consiga ver. Procure esse apoio, esse afeto das pessoas (seja família, seja amigos, sejam vizinhos, até apoio especializado). Você não deve sofrer sozinho/a. Pode-lhe parecer cliché, caro leitor, mas não é. Depois da tempestade vem de fato tempos melhores. Quantas pessoas de sucesso, passaram por situações dificeis e conseguiram, “dar a volta por cima”? Você também consegue. Importa valer os seus direitos e numa primeira fase procurar e informar-se dos apoios sociais existentes, ou formação remunerada, quer na sua área ou numa outra com a qual se identifique, que o podem ajudar. Acredite, há sempre solução para tudo. Por último, neste natal, que se avizinha, não podemos nunca esquecer aqueles que sempre nos dedicaram a sua disponibilidade e atenção. A não esquecer, aquele estabelecimento que cresceu também consigo e vice-versa, e que neste momento pode estar a passar por dificuldades. São estes estabelecimentos que são a identidade de uma cidade, vila ou aldeia. Nesses lugares estão as nossas memórias. Da infância, por exemplo, as linhas de crochê que iriam personalizar o bordado do nome da bata da escola. Da adolecencia a partilha de sorrisos e confidências numa mesa rodeada de amigos. Precisamos uns dos outros e neste momento mais do que nunca. Caro/a leitor/a desejo-lhe umas boas festas. O 2021 será com certeza um ano de renovações pessoais.

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