Correio do Minho

Braga, terça-feira

Benefícios da música

Sem Confiança perde-se a credibilidade

Escreve quem sabe

2014-05-18 às 06h00

Joana Silva

Todos nós nos identificamos com alguma música ao longo da nossa vida, pelas memórias que ocorrem da audição da mesma. Há quem diga que há maior tendência para se escutar músicas na mesma “sintonia emocional” (alegria, tristeza, stresse) de acordo com o estado de espirito ou humor do momento. Algumas pesquisas defendem a música como uma linguagem universal sobre a qual não existem fronteiras geográficas.

Certamente que já lhe aconteceu, ao sintonizar a rádio a caminho do trabalho deparar-se com uma música com a qual se identifica muito, em que mesmo desconhecendo o idioma da mesma a própria melodia lhe permite captar a mensagem emocional. Por exemplo, muitos dos turistas que visitam o nosso país, podem não compreender a língua portuguesa ao ouvirem Fado, mas sentem-no, através da transmissão de emoções pela melodia.

Portanto, poderá dizer-se que a música faz parte do dia-a-dia, seja dos adultos seja das crianças. A música tem ganho cada vez maior relevância na educação infantil pelos seus benefícios sobretudo no desenvolvimento intelectual, auditivo, motor, sensorial e oral. Muitas crianças leem pautas musicais tão velozmente (estimulação intelectual) como se de uma “leitura normal” de um livro se tratasse deixando, por vezes, pais estupefactos ou incrédulos, no sentido “Como é que consegue?! Eu não percebo nada!” por tal prodígio.

Reportar as notas musicais e de forma temporizada para o instrumento também desenvolve não só a concentração e a memória, como também, a coordenação motora e sensorial. Talvez por isso, alguns pais, que observam atentamente os filhos que tocam um instrumentos, indagam-se normalmente com um pensamento “Toca tão bem, tão rápido e não se atrapalha ou se engana”.

A alfabetização da criança pode ser desenvolvida através de canções em que através das palavras rimadas e repetidas permitem compreender a significância e sentido de cada palavra. A música facilita até a aprendizagem de outros idiomas mesmo em tenras idade surpreendendo frequentemente até os pais, “Com quatro anos, já canta e domina melhor inglês do que a mãe”.

Todos estes benefícios especificados anteriormente tem igualmente um forte impacto psicológico e social na criança. Basicamente, ajuda a criança a expressar-se melhor nos relacionamentos interpessoais (colegas, família etc.), desenvolve ou estimula a criatividade. Todas estas conquistas contribuem para o aumento da auto - estima.

Atualmente existem terapias, como por exemplo, a musicoterapia, cuja intervenção psicossocial tem vindo a revelar-se muito eficaz nos diferentes públicos - alvos (idosos, crianças ou adultos com ou sem necessidades ou especificidades especiais). Todos nós somos “musicólogos” das nossas vidas, mas cabe a cada pessoa fazer despertar a música que há dentro de si.

Por vezes, dá-se atenção a aspetos que nos “desligam” da música, como por exemplo, a falta de aptidão, a idade e a falta de condições económicas. Todavia, estes aspetos não devem ser entrave quando o bem-estar, felicidade e a qualidade de vida são primordiais face aos mesmos.

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