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Balanço do arranque do ano letivo

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Balanço do arranque do ano letivo

Voz às Escolas

2020-12-21 às 06h00

Jorge Saleiro Jorge Saleiro

Chegados ao final do primeiro trimestre letivo, é tempo de avaliação, de balanço de como este se desenvolveu até ao momento, e de projeção do que acontecerá até ao final deste ano escolar tão peculiar, excecional e exigente.
Relembremos que este foi um ano marcado por profundas alterações no funcionamento e organização das escolas para enfrentar a ameaça pandémica, que tanta perturbação e impacto teve no desenvolvimento do ano letivo anterior.
Ao contrário do que aconteceu em março, em que o ensino a distância foi preparado num fim-de-semana, neste arranque de ano, as escolas tiveram algum tempo para adequar a sua organização ao combate à pandemia, assegurando o ensino presencial, cuja importância se tornou cristalina para todos, quando dele se viram privados.

De facto, a importância da Escola, o profissionalismo, a capacidade de adaptação e a dedicação dos professores tiveram, por força do confinamento, a visibilidade e o reconhecimento que, durante tanto tempo, fora ignorado. Em situação limite, a Escola e os seus professores revelaram a sua qualidade e demonstraram que os alunos, as famílias e o país podiam contar com eles.
Essa alteração, na perceção pública sobre a importância da Escola e sobre a dedicação e empenho dos docentes, manteve-se no arranque deste ano letivo. A estes novos desafios, diferentes dos que enfrentaram a partir de março, as Escolas e os seus profissionais deram uma resposta com a mesma tenacidade, sentido de dever e dedicação às aprendizagens e sucesso dos alunos, a que acrescentaram a preocupação de proteção da sua saúde em contexto escolar.

Toda a Escola, dando corpo à sua dimensão comunitária, se envolveu nesta nova realidade: a Escola, como organização responsável e proativa; os professores, com o seu empenho em manter não só o ensino presencial como também o remoto para aqueles alunos que, entretanto, se viram em isolamento; os não docentes, a quem foram solicitadas novas e mais exigentes tarefas, fundamentais para a segurança vivida nos edifícios escolares; os alunos e as famílias, que tiveram de lidar com uma escola diferente, cujo sentido cívico se revelou indispensável para que se minimizasse o impacto da pandemia nas escolas - todos foram essenciais, nenhum pode ser excluído ou menorizado em tudo o que foi feito até agora, nem dispensado de tudo o que faltará cumprir.

Este reconhecimento do papel da Escola, nesta conjuntura tão adversa, tem vindo a ser tornado público, por vários responsáveis políticos, mas também por opiniões independentes. Às palavras que se ouviram de vários responsáveis da tutela, do Ministério da Educação e seus organismos, juntam-se palavras escritas, das quais aqui se destaca o artigo de opinião de João Miguel Tavares no jornal Público, sob o título “ O meu elogio público aos professores portugueses”. Sem se concordar integralmente com o que escreveu, destaca-se, como o próprio jornal o fez, a afirmação “Professores, auxiliares da acção educativa e directores merecem saber que há milhares de pais que viram e que lhes estão gratos.”

Até ao final deste ano letivo, subsistem inúmeras incógnitas sobre o que as escolas terão ainda de enfrentar. A evolução da pandemia, não obstante o surgimento das vacinas, é, ainda, incerta, desconhecendo-se quais as consequências que eventuais novas vagas poderão trazer para a vida das escolas. No entanto, a história recente assegura-nos que, independentemente das provações, a Escola dará respostas adequadas, céleres e responsáveis, como sempre o tem feito, envolvendo-se na resolução dos desafios como verdadeira comunidade escolar, na qual cada um dará o melhor de si, em prol do nosso futuro comum.

Feliz Natal e excelente 2021!

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