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Braga, terça-feira

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AXX Bracara Augusta

Viva o Verão de forma segura

AXX Bracara Augusta

Escreve quem sabe

2024-05-28 às 06h00

Margarida Pereira Margarida Pereira

Entre os dias 22 e 26 de maio, a cidade de Braga deixou-se invadir pelo espírito romano, mostrando, assim, as suas origens. Bracara Augusta abriu as suas portas e parte do centro histórico da cidade recriou a vivência da época romana, celebrando, assim, a vigésima edição desta recriação histórica.
Fazendo uma breve passagem por esta recriação histórica, é percetível que existem menos tendas no espaço e que a ligação entre os vários locais continua a não ser fluída. Principalmente para quem não é de Braga, não se torna muito fácil perceber, por exemplo, a localização das Termas Romanas ou do Museu D. Diogo de Sousa, que são espaços mais descentrados, ainda que corretamente referenciados no programa devido ao seu enquadramento histórico.
Na opinião da JovemCoop a exclusão da Domus Romana foi, sem dúvida, uma das grandes perdas desta recriação. A Domus Romana, que a cada edição se via melhorada, era um local de grande afluência não só por estar estrategicamente junto à área pedagógica, mas, também, por mostrar às famílias como seriam as casas daquela época. Celebrando, hoje, 20 anos de Braga Romana, seria expectável que a Domus fosse ampliada, mais explorada e exaltada pelo município, mostrando todas as áreas que se desenvolviam em torno da Casa Romana. Mas a opção da organização foi pelo mais fácil….simplesmente decidiu retirar a casa.
Outra Domus Romana para a qual tínhamos boas expectativas para ser o atrativo da XX edição era, sem qualquer dúvida, as ruínas da Casa das Carvalheiras e a sua musealização. O projeto de musealização deste local romano já foi apresentado várias vezes à comunidade e à comunicação social, mas ainda não conseguiu sair do papel. Na nossa opinião, este sim seria o projeto que honraria a celebração dos 20 anos de Braga Romana. Claro que, para que tal sucedesse, era necessária uma preparação a longo prazo, o que nos parece não ter acontecido.
Reconhecemos, contudo, que houve também triunfos nesta edição: os palcos tinham uma animação constante, com a agenda dos dias junto de cada local para uma consulta mais ágil. Também sentimos um maior investimento nas visitas guiadas, algo que aplaudimos, pois mais do que comércio, reviver Bracara Augusta só é possível através de visitas que contextualizam locais e tradições. Houve, ainda, um ciclo de conferências que decorreu durante todo o mês, entre a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa. Um ciclo que reconhecemos como uma melhoria no aspeto da divulgação científica daquilo que era o Império Romano e alguma da vivência de Bracara Augusta. Contudo, os temas devem ser mais localizados e efetuar uma aposta maior na divulgação, uma vez que, na nossa perceção, o Workshop “O que vestiam os romanos” foi o que contou com maior afluência do público, tendo as outras sessões tido participações mais reduzidas.
Na nossa perspetiva, também a participação associativa no evento parece ter ficado aquém das expectativas. Não se sentiu o movimento associativo de outros anos, a não ser com a participação de algumas organizações no Cortejo Triunfal, que ano após ano continua a ser apenas um desfile de vestes e que já poderia ser mais dinamizado. O cortejo, embora um pouco mais curto, mantém-se muito semelhante todos os anos, tendo sempre os mesmos pontos de melhoria. Tenhamos, por exemplo, as Procissões da Semana Santa. Cada vez mais, existe uma preocupação em legendar os vários quadros, para que o público perceba a mensagem do que está a ver. Quem assiste ao Desfile da Braga Romana, somente vê vestes, porque não há conteúdos pedagógicos e educativos para dar maior conhecimento ao público. É um desfile “fast-food”…é servido rapidamente, enche os olhos, mas não satisfaz no seu papel educativo.
Continuamos, após duas décadas de evento, a considerar que existem poucas pessoas trajadas na rua. Tal como em anos anteriores, e apesar de não sermos figurantes, nem atores, caracterizámo-nos e fomos conhecer e reviver Bracara Augusta, vestidos a preceito. Rápida foi a reação dos visitantes que pediram para tirar fotografias com os nossos elementos ou simplesmente nos abordaram para esclarecer dúvidas de quem circulava por ali. Desta forma, acreditamos que também o município, que anda pela rua nestes dias, poderia ter mais pessoas caracterizadas e até desafiar as associações, que vão no cortejo, a preencherem as ruas da cidade durante os restantes períodos desta recriação histórica.
É certo que acabamos de reviver uma recriação do império romano, mas é também certo que atualmente vivemos numa democracia, palavra de origem grega (demokratia) já usada no latim. Não haverá melhor forma de celebrar, do que dirigir-se às mesas de VOTO no dia 9 de junho. As eleições Europeias são fundamentais para elegermos os deputados para o Parlamento Europeu, que tomam decisões que impactam no projeto europeu, onde se insere o nosso país e a nossa cidade.
Estas eleições vêm com a novidade de se transformarem num processo mais digital, por isso vamos exercer o nosso direito de voto, com a consciência e a paciência que é necessária na adaptação a um novo sistema. Não deixe de VOTAR, não permita que outros decidam por si!

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