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Avaliação no 2.º período na Escola Secundária Carlos Amarante

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Avaliação no 2.º período na Escola Secundária Carlos Amarante

Voz às Escolas

2021-04-19 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos Hortense Lopes dos Santos

Na sequência da publicação no jornal Público, a 4 de abril da artigo intitulado “Escolas deram notas sem contar trabalho do 2º período”, com base, fundamentalmente, numa entrevista telefónica a uma aluna que frequenta o ensino secundário neste agrupamento, cabe-nos esclarecer esta situação, pois no nosso entender a posição do agrupamento cujo escola sede é a Escola Secundária Carlos Amarante, em Braga, não está devidamente refletida no texto e parece-nos que a conclusão a que o autor chega é formulada tendo por base uma entrevista de uma nossa aluna, que entretanto nos manifestou o seu desagrado pelo modo como se chegou a determinada conclusão baseada nas suas declarações. O conteúdo dessa publicação assenta num conjunto de presunções e não numa ilação dos resultados obtidos no processo de avaliação interna no 2.º em comparação com o 1.º período, do presente ano letivo.

O Decreto-Lei nº 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário e a avaliação das aprendizagens de modo a garantir que todos os alunos adquiram os conhecimentos e desenvolvam as capacidades e atitudes que contribuem para alcançar as competências previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
No Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, no âmbito do desenvolvimento da sua própria autonomia, foi tido em consideração que uma escola inclusiva e promotora de melhores aprendizagens para todos os alunos implica um desenvolvimento curricular e consequente avaliação das aprendizagens, adequado ao contexto específico e às necessidades específicas da sua comunidade escolar. Foi isso que o Conselho Pedagógico deste agrupamento fez ao refletir e reformular os critérios de avaliação de cada disciplina antes do momento de avaliação previsto no final do 2º período.

A avaliação é parte integrante do ensino e da aprendizagem e visa a orientação do percurso escolar dos alunos e a sua certificação.
A avaliação interna das aprendizagens desenvolve-se nas modalidades: formativa e sumativa. Na avaliação formativa, a recolha de informação, recorrendo a uma diversidade de procedimentos, técnicas e instrumentos, tem carácter contínuo e sistemático. Contribui para a classificação e a certificação das aprendizagens ao permitir, aos professores, a formulação de um juízo global sobre as aprendizagens realizadas por cada aluno.

Tendo em consideração o trabalho desenvolvido pela Equipa de Avaliação Interna, constatámos que houve diferenças entre as médias por disciplina no 1º e no 2º período, nas 53 turmas, dos 4 cursos científico-humanísticos do ensino secundário, envolvendo cerca de 1300 alunos. Fazendo uma análise mais pormenorizada, nas 19 disciplinas dos 10º e 11º anos de escolaridade e nas 14 disciplinas do 12º ano verificou-se uma diferença entre as médias que oscilou entre os -1,2 e os 1,3 valores. Nas 52 disciplinas disponibilizadas no currículo, 50 tiveram uma variação positiva, isto é, verificou-se um aumento da média das classificações sumativas entre o 1º e o 2º período e, em apenas cerca de 4 % das disciplinas se verificou o contrário, ou seja, um decréscimo da média da disciplina entre os dois períodos escolares.

Como factualmente constatámos não se pode presumir nem deduzir que no Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, no presente ano letivo, os professores tenham comunicado às suas turmas que «o trabalho feito à distância teria um peso residual na nota do 2º período», pois em função dos instrumentos utilizados verifica-se uma generalizada alteração das classificações sumativas no 2º período.
Este facto verifica-se na aluna referida no artigo, pois constata-se que nas 7 disciplinas em que se encontra matriculada, apenas manteve a mesma classificação a 3 disciplinas, uma das quais com 20 valores e melhorou a classificação sumativa em cerca de 67 % das disciplinas onde esta situação era possível.

Terminamos referindo que pela análise dos dados referentes ao ensino secundário no Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, apesar da situação de pandemia da COVID-19 que vivemos e das diferentes formas de recolha de informação associadas ao ensino não presencial, no processo regulador do ensino e da aprendizagem, isto é, no processo avaliativo, prevaleceu o necessário bom senso e prudência na utilização dos resultados obtidos nos procedimentos e instrumentos aplicados. Concluímos que apesar da excecionalidade que atravessamos tudo se passou com relativa normalidade... algumas notas subiram outras desceram. Mas ficamos felizes ao constatarmos através da análise da qualidade do sucesso dos nossos alunos, que este melhorou quando comparado com o 1º período. É este o caminho que queremos continuar a percorrer.

Texto da Direção do Agrupamento
de Escolas Carlos Amarante

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