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Aumento da TGR: ou separamos ou pagamos!

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Aumento da TGR: ou separamos ou pagamos!

Ideias

2021-01-06 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Entramos num novo ano e com ele, também tivemos o aumento da TGR (Taxa de Gestão de Resíduos) de 11€ para 22€/tonelada. Relembro que esta taxa foi criada para penalizar a deposição de resíduos em aterro, sendo que, em 2010 era de 5€!
Ao longo de vários anos nestas crónicas, imensas vezes afirmei que, separar os resíduos é poupar, pois os resíduos que vão para reciclar não pagam TGR. Quanto mais resíduos forem depositados nos ecopontos, nos pontos eletrão, menos resíduos indiferenciados serão recolhidos e, como tal, menos TGR é paga pelos municípios, logo, por nósmunícipes.
As pessoas têm de perceber que está tudo interligado e que, se queremos pagar menos tarifa de resíduos, efetivamente temos de separar os resíduos, pois estas taxas são impostas precisamente para penalizar a baixa reciclagem.
Ora vejamos: a tarifa de resíduos é devida pelo serviço de recolha de resíduos indiferenciados que as câmaras ou empresas municipais prestam, cujo valor é calculado não só pelos custos associados à recolha e transporte (que serão fixos independentemente da quantidade de resíduos recolhidos), mas também, pelo tratamento e deposição em aterro desses resíduos indiferenciados na Braval, acrescida da TGR.
Se pensarmos que 30% dos resíduos presentes nos resíduos indiferenciados são resíduos de embalagens e outros 30% são resíduos orgânicos, cuja recolha será implementada até 2023, separando a totalidade destes resíduos, a TGR a pagar será residual.
Na Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) que entrou em funcionamento em 2016, separa-se a fração orgânica dos resíduos indiferenciados, mas que tem sempre algum grau de contaminação, assim, estes resiiduos nunca mias são passiveis de reciclagem. Esta recolha dos biorresíduos permitirá também a melhoria da qualidade do composto Ferti +, produzido na Braval.
A Braval irá fazer um investimento de cerca de 3 milhões de euros, para adaptar a Central de valorização Orgânica para a receber os biorresíduos recolhidos separadamente dos indiferenciados.
Para além da valorização dos biorresíduos, cada vez mais se torna urgente, arranjar solução para os resíduos de refugos da TMB (Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico). Após todo este tratamento dos resíduos indiferenciados, que não são valorizáveis, depois de passarem na triagem mecânica, acabam por ter de ser depositados no aterro sanitário, pagando na mesma TGR. Ou seja, apesar de todo o trabalho, estes resíduos que sofreram uma triagem, por não haver um tratamento de valorização na nossa região, são igualmente penalizados.
Assim, continuo a afirmar que é urgente encontrar uma solução regional, que abranja o eixo Litoral-Noroeste, ou seja, de Valença, Viana do Castelo, Esposende, Barcelos, Braga, Guimarães até Vila Real, uma unidade de valorização de toda a fração de refugo proveniente da triagem da totalidade dos resíduos domésticos e equiparados, ou então, uma solução que inclua também a região do Porto.
As pessoas têm de perceber que está tudo interligado e que, se queremos pagar menos tarifa de resíduos, efetivamente temos de separar os resíduos, pois estas taxas são impostas precisamente para penalizar a baixa reciclagem.
Parece que nada motiva mais as pessoas que a ideia de poupança. Se a preocupação ambiental não é suficientemente motivadora, vamos apostar na ideia de poupança ambiental como sinónimo de poupança económica, para levar mais pessoas a separar os seus resíduos e colocando-os nos ecopontos.
Reciclar é portanto, Poupar!
Ajude-nos ajudando-se!

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