Correio do Minho

Braga, sábado

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Associativismo Jovem pela Proximidade Inteligente

Viagem a Viena

Ideias

2016-06-12 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

Ao longo dos dois últimos meses realizaram-se vários eventos em torno do associativismo jovem (estudantil e juvenil) encontros, seminários, comemorações e tomadas de posse de novos órgãos sociais, pela iniciativa das suas estruturas representativas, e que protagonizam o diálogo estruturado com Estado.

Organizações que integram as associações de âmbito local, associações estudantis do ensino superior, básico, secundário e profissional, as redes associativas e desportivas (desporto para todos), as federações distritais, federações nacionais e as plataformas representativas, em que se destacam o Conselho Nacional da Juventude (CNJ) Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) e as Federações e Associações Académicas.

Uma dinâmica associativa muito forte, que carateriza a Região Norte, e que assume um papel fundamental, para a sua coesão social, geracional, institucional e territorial. Um motivo de reconhecimento, para quem trabalha na área da juventude e do desporto, numa região onde o associativismo jovem é cada vez mais uma força de concertação social, que deverá passar pela reafirmação da missão do IPDJ, em face de uma nova realidade e dos novos focos de intervenção, mantendo a sua diferenciação, e incentivando o seu reposicionamento. Um parceiro social que tem estado à altura das exigências e da dinâmica de uma NUT II, constituída por cinco distritos que abrange parte dos distritos de Aveiro, de Viseu e um concelho da Guarda, que com a vizinha Galiza constitui uma grande Euro-região. Potencial que representa uma excelente oportunidade e uma grande responsabilidade da área da juventude e do desporto. Um Território onde o associativismo jovem desempenhado um papel importante, neste contexto, a avaliar pelos resultados alcançados, através do Programa de Cooperação Transfronteiriço Espanha- Portugal (POCTEP),na execução dos projetos “Empreende” e “Eurocidade”.

Um trabalho intenso, pela dimensão da região (86 municípios agrupados em 8 Comunidade Intermunicipais), com o vasto leque de estruturas de intervenção, (Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, Conselhos Municipais de Educação, Conselhos Locais de Desenvolvimento Social, Conselhos Municipais de Juventude, Programa Escolhas, entre outras), a acrescentar ao leque de compromissos no âmbito das parcerias, projetos e programas, (Norte 2020, POCTEP, Erasmus+, eventos culturais, desportivos e sociais de âmbito nacional e internacional, feiras de emprego e empreendedorismo).

Um manancial de experiências, que consubstancia um novo ciclo que resulta do reajustamento do quadro estratégico das políticas públicas para a juventude, com implicação direta no novo modelo de organização, que assenta numa dinâmica de “proximidade inteligente”. Um modelo que resulta do investimento do Estado, através do IPDJ, neste dinamismo social que é o associativismo jovem. Enquanto agente de desenvolvimento que tem produzido conhecimento e instrumentos de resposta às mudanças da sociedade e aos problemas dos jovens, de uma forma mais próxima e eficaz.

Uma perspetiva visionária, em face das políticas municipais emergentes, com o objetivo de potenciar os programas que integram o IPDJ, na relação e articulação em parceria e concertação nos programas municipais na área da juventude e do desporto. Uma parceria desenvolvida, em todas as estruturas e plataformas locais de promoção da educação não formal e de inclusão social, alagada ao sistema educativo, ao setor social e ao setor empresarial. Numa articulação com as medidas ativas de criação de emprego, assumindo-se com um ecossistema de empreendedorismo, promotor de empregabilidade dos jovens.

Evidências que se expressam em “boas práticas”, desta força de proximidade. Nos planos de desenvolvimento das Federações e das Associações Juvenis, com exemplos onde se destacam; o “Laboratório de Ideias”, a “Plataforma - Juventude Alto Minho” e o projeto “Youth Cloude” da Federação de Associações Juvenis de Viana do Castelo (FAJUVIC); O “Centro de Recursos Associativos” e as “Academias de Juventude” da Federação de Associações juvenis de Braga (FAJUB); A “Casa das Associações” e o “Monitor de Políticas Autárquicas na Área da Juventude” em fase de implementação pela Federação de Associações Juvenis do Distrito do Porto (FAJDP).
Uma ação extensiva a todos os distritos e ao trabalho das associações juvenis de forma autónoma, em cooperação estreita com os serviços desconcentrados do IPDJ, e cada vez mais em parceria com os municípios e freguesias, nas mais diversas áreas de intervenção. Dinamismo que se alarga a todo o território, leque de projetos atividades e programas nas áreas da preservação do património e da animação cultural, da ação e formação desportiva, do turismo, da intervenção social, e muitas outras áreas, por ação direta de associações juvenis locais e associações estudantis, destacando-se um encontro de vereadores e técnicos de juventude, organizado pela Associação juvenil - Casa da Juventude de Guimarães.

Perspetivando-se um novo paradigma de dinamização das infraestruturas e equipamentos do IPDJ, que deverá ser marcado por um estreitamento do trabalho em parceria com os municípios e com o associativismo jovem, como fator de coesão racional. Uma narrativa que foi colocada, no centro da agenda, do 1º Encontro Ibérico de Responsáveis Municipais de Juventude, no âmbito da programação Braga 2016 - Capital Ibérico-Americana de juventude.

Uma missão cada vez mais centrada na “proximidade inteligente”, com resultados previsíveis na sustentabilidade e na coesão social das comunidades locais, e na coesão dos territórios, onde desenvolve a sua atividade.

Director Regional do Norte do Instituto Português do Desporto e Juventude

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