Correio do Minho

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Associativismo estudantil: um ecossistema promotor de empregabilidade

Tão só curiosidades

Escreve quem sabe

2015-01-25 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

O associativismo estudantil esteve na ordem do dia em toda a Região. Pontuado pela tomada de posse dos novos dirigentes, resultantes dos processos democráticos de eleição, disputados com grande fair play político, para o mandato de 2015. Uma dinâmica intensa que, ciclicamente integra o universo do associativismo jovem, constituído por um universo de 500 associações. Sendo 132 de caráter estudantil e juvenil em espaço académico, instaladas na rede de instituições de ensino superior da Região Norte.
Atos de posse em grande quantidade, que representam momentos de reconhecimento, por parte das comunidades académicas, da sua missão de procura constante de soluções e respostas para os problemas concretos dos estudantes e de colaboração no processo de melhoria contínua do sistema de ensino superior, ao nível da dignificação da sua ação e experiência, da valorização da sua proximidade, que merecem uma atenção especial e uma reflexão cada vez mais aprofundada.
O associativismo jovem - juvenil e estudantil - constitui um eixo importante de boas práticas de promoção de competências, que potenciam a futura empregabilidade dos seus protagonistas, independentemente da sua posição hierárquica no processo desenvolvimento. Onde podemos destacar um vasto conjunto de iniciativas de apoio social aos estudantes, de participação nos órgãos internos de organização pedagógica das instituições de ensino superior, para além das atividades culturais, recreativas e da dinâmica do desporto universitário, através da organização de eventos nacionais e internacionais.
Agente fundamental no processo participação cívica, no propósito da construção de uma sociedade mais solidária, assente nos valores da tolerância, da convivência, do diálogo e do respeito pela realização pessoal e social dos estudantes, uma escola de cidadania, de voluntariado, e de empreendedorismo. Estando, neste momento, a ganhar um enfoque estratégico da sua intervenção na área do empreendedorismo e da empregabilidade dos atuais e futuros diplomados, onde associativismo jovem está a fazer, o seu trabalho dentro dos Institutos Politécnicos e Universidades.
Uma autêntica “revolução silenciosa”, que as dinâmicas associativas estão a protagonizar através da organização de seminários, feiras de emprego, concursos de ideias como parceiro de corpo inteiro no desenvolvimento de um “ecossistema empreendedor” promotor de empregabilidade, onde o empreendedorismo não se ensina, mas aprende-se e desenvolve-se. Uma dimensão sistémica, que cada vez mais está na primeira linha das preocupações das Instituições do Ensino Superior, neste período de transição, ou talvez de rutura, em que se vêem mergulhadas as novas gerações, onde impera o “primado das competências”, e a prioridade de um novo conceito de educação e formação integral e inclusiva.
Paradigma focado no desenvolvimento de competências de adaptação às exigências e dinâmicas dos novos mercados de trabalho, e no ajustamento das qualificações às mudanças, aos desafios e às oportunidades, onde o associativismo tem desempenhado a sua função complementar, em sintonia irreverente com as suas instituições de ensino superior.
Função recentemente reafirmada no estudo, “Preparados para Trabalhar?” da autoria das professoras Ana Paula Marques e Diana Aguiar Vieira, em que estiveram envolvidos diplomados e empregadores, no contexto do consórcio “Maior Empregabilidade”, constituído por 13 instituições de Ensino Superior, onde é claramente reconhecida, a “inequívoca pertinência” destas experiências, avaliando positivamente o seu contributo para a aquisição de competências transversais e profissionais, cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho.
Por ser esta a convicção do IPDJ - Instituto Português do Desporto e da Juventude, a área do associativismo jovem (juvenil e estudantil) é o “coração” e o eixo central da sua missão, que tem determinado um investimento do Estado neste ecossistema empreendedor, sem paternalismos e através de um processo de responsabilidade repartida, onde os jovens assumem o protagonismo da sua participação cívica e do desenho do seu próprio futuro.
Um novo paradigma, que pressupõe a criação de um sistema integrado reconhecimento de educação não-formal criado com base no diálogo estruturado com os jovens e com as suas organizações, que se pertende potenciar ao nível nacional e, através de uma parceria alargada á rede de 500 associações juvenis e estudantis instaladas na região, com o desenvolvimento de um “Roteiro associativo para a empregabilidade”, numa perspetiva de proximidade inteligente e de valorização do associativismo jovem nas suas mais diversas dimensões.


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