Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Assembleia Municipal extraordinária

As Bibliotecas e a cooperação em rede

Ideias Políticas

2012-10-09 às 06h00

Hugo Soares

A Assembleia Municipal é chamada, na próxima sexta-feira, a pronunciar-se sobre a reorganização administrativa do concelho. Trata-se de discutir e formular uma proposta com vista à agregação de circunscrições geográficas dotando-as de apenas um órgão administrativo.
Uns chamam-lhe extinção de freguesias. Outros agregação. Eu assumo: designo este processo como modernizar a organização do território, no respeito pela dimensão cultural e sociológica das populações.

A reorganização administrativa do território é um tema em que o populismo fácil e a demagogia política é fácil de fazer. Tenho ainda muitas dúvidas que aqueles que pensam que ao radicalizarem o discurso contra a “extinção” de freguesias obtêm proveitos eleitorais, de facto, o obtenham.

Por uma razão: os portugueses sabem que as juntas de freguesia precisam de ganhar escala e competências para deixarem, de uma vez por todas, de serem o parente pobre do poder local.
Às juntas de freguesias cabe um papel fundamental quer na sedimentação da democracia (pela proximidade entre eleitos e eleitores) quer na resolução mais concreta dos problemas das populações. A atual reforma não se pretende contra os autarcas ou contra as juntas de freguesia. Antes pela modernização do poder local.

Podemos, eventualmente, discordar da forma como todo o processo correu, podemos ter dúvidas quanto a aspetos concretos da lei, mas fica a pergunta: se fosse de qualquer outra maneira, os principais críticos da reforma não estariam do mesmo lado da “barricada” onde hoje se encontram? Estou certo que sim.

Sexta-feira, a Assembleia Municipal de Braga deveria deliberar sobre uma proposta de reorganização do território apresentada pela Câmara Municipal. A verdade é que a Câmara Municipal vai apresentar uma proposta, no mínimo, sui generis: não se cumpra uma lei da república e fique tudo como está! É a posição mais cómoda e, em certa medida, absurda que se poderia imaginar.

Na verdade, prevendo a lei que se a Assembleia Municipal não apresentar qualquer proposta é uma Unidade Técnica que irá redesenhar o mapa da nossa organização administrativa, a Câmara Municipal está-se a isentar e desresponsabilizar de uma decisão histórica colocando nas mãos de técnicos de Lisboa aquilo que deveriam ser os bracarenses, através dos seus eleitos, a decidir.
Isto só acontece porque o PS Bracarense não se entende dentro da sua própria estrutura.

Isto acontece porque o PS Bracarense tem candidatos a candidatos que defendem uma coisa e candidatos a candidatos que defendem o seu contrário. E o resultado é um total desrespeito pelos interesses de Braga, interesses esses que falecem perante as lógicas da pequena política.
Que Braga tenha, no futuro, líderes que coloquem sempre os Bracarenses em primeiro plano; este é o meu, é o seu (estou certo), desejo!

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias Políticas

11 Dezembro 2018

Cultura plena

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.