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As ‘vergonhas’ do senhor Ventura

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As ‘vergonhas’ do senhor Ventura

Ideias

2020-01-11 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Sim, desse mesmo, do deputado que foi advertido pelo senhor Ferro, o que tem a batuta na ‘orquestra-parlamento’ mas que já esqueceu todas as ‘vergonhas’ e ‘músicas’ da política e dos políticos, suas e de outros, do passado próximo ou longínquo. Desde o “manso é a tua tia, pá !” ao “porreiro, pá !” endereçado ao ‘cherne’ Barroso pelo nosso ‘adorado’ Sócrates, para já não se falar no ‘vergonhoso’ episódio dos ‘corninhos’ enviados pelo Pinho ao actual presidente comunista da câmara de Loures, para quem a Coreia do Norte é uma democracia, nem no “descabelado arranjo” das unhas pela socialista Moreira, a filha do conhecido Adriano, etc., etc.. Mas não se avança mais em passados para não se correr o risco de abrir o ‘cofre’ da alguma mãe ou de um amigo íntimo, aliás sempre muito sério, honrado e rico, e retirar de lá mais outros casos, em fotocópias das grandes e das pequenas, ou outras coisas menos ‘puras’ e ‘naturais’, para que o Ivo perceba de uma vez por todas o que é isso da justiça, corrupção e leis, e o que se espera dessa mesma justiça. Eu não, claro, pois já não tenho idade, compreensão, inteligência e conhecimentos para perceber certas atitudes, juízos e decisões dos nossos tribunais, nem paciência, note-se, para ‘esperar’ alguma coisa da maioria das leis e dos actuais magistrados. Até porque qualquer expectativa ou esperança, considerando o material humano, intelectual e teórico-legislativo reinante, e tendo em atenção a falta de senso e o descalabro jurídico-moral em que se caiu, correr-se-ia o risco de se ‘resvalar’ para certo ‘snobismo’ e mesmo cair no ‘Snobismo porno’ de que fala António M. Sousa no CM de 29.12.19. Que considera estilo do snobe “a valorização do imediato e acessório em detrimento da posteridade e essencial”, concluindo haver figurantes “que não perdem a oportunidade para amealhar créditos, seja à custa da ‘Web Summit’, dos triunfos do desporto, das escolhas para lideranças ou até dos sem abrigo”, ‘cantando’ um país que não é o real nem o sentido, alardeando-se êxitos e encobrindo-se misérias. O que se vislumbra na política governamental actual e entre a ‘gentalha’ do sistema.

Um texto a reler, e a meditar, que foge aos cânones normais das usuais louvaminhas e alerta para o facto de que “o crescimento aclamado (superavit) assenta na degradação da qualidade de vida e diminuição de recursos (materiais e humanos): hospitais, escolas, tribunais” porquanto “o snobe, astuto a proteger-se e vangloriar-se, ora deita mão à estratégia da avestruz, ora aponta para o céu enquanto os capangas entrerram (escondem, perfumam) os destroços”. Uma realidade ‘vergonhosa’ que vem vingando entre os nosssos ‘snobes’ da política, aliás entre risinhos, saudações protocolares, cumprimentos e poses solenes, fotos e abraços, com a gente da política a desdobrar-se em ‘ideias’ e ‘promessas’ e um ‘banho’ nos mares do Corvo, uns preocupados em trepar para as lideranças dos partidos, outros já a pensar em resultados de futuras eleições, mas que não têm ‘vergonha’ de uma criminalidade em crescendo, dos casos em justiça ‘enrolados’ no tempo e sem decisão, aguardando prescrição ou a morte dos arguidos, e sempre à espera ou sujeitos a extravagantes e estapafúrdios ‘juízos’ de figuras que se julgam uns ‘trutas’ e ‘fogem’ à normal sensatez do pensar comum do povo, ‘resvalando’ para decisões ‘pornas’, ‘escabrosas’ e absurdas e ‘violentando’ o sentir e o pensar do mesmo povo. Como uns ‘doutores’ da ‘ralação’ de Évora, umas cabeças ‘pensantes’ que se crêem mais espertas do que outras e originais, inebriados por ‘ilicitudes reduzidas’ e apaixonados por estultas regeneração e reintegração social dos bandidos, “porque o tempo político é de defesa dos direitos dos criminosos, coitadinhos”(A.Pais, C.M. 4.1.20).

E enquanto se usa e abusa da suspensão das penas, da pulseira electrónica, dos mil e um artifícios e alíneas que ‘alargam’ e ‘alongam’ recursos contemplados em leis feitas por certos advogados do regime, ‘pensadores’ políticos e teóricos ‘esquerdalhos’, a criminalidade avança e prolifera, os assassinatos sucedem, a insegurança reina, a corrupção alastra e o povo ri-se da cara de parvo dos que ainda se vangloriam de que Portugal é um “país maravilha”, “seguro”, onde “dá gosto passear e vi- ver”, “tirar umas selfies”, “tomar banho no Guincho”, “praticar surf”, etc., etc..

Uns “sem vergonha” que ignoram os problemas no SNS, as agressões aos médicos e aos polícias, a falência em certas urgências, as falhas e quebras nos serviços públicos, as escolas fechadas a cadeado, os alunos sem aulas, as deficiências nos transportes, as faltas de quadros, as perdas em poder de compra, a subida dos preços, o aumento dos impostos e custo de vida, as greves ocultas ou caladas, etc., etc., e que engrossam as ‘vergonhas’ do senhor Ventura mas que ao senhor Ferro não incomodam. Aliás, nunca incomodado com a própria falência da democracia fantasiosa e ‘fanhosa’ de que se vêm ‘vangloriando’ Costa e seus muchachos, apontando e visitando obras e melhorias eleiçoeiras, ilusórias e ‘sem pavio’, à espera dos lítios e Montijo, e dos estudos de impacto ambiental já ‘encomendados’ pelo senhor Fernandes, o emproado de voz grossa e timbre ‘soeiresco’ que ‘aconselha’ as aldeias a mudarem-se para longe dos rios e albufeiras, assim evitando alagamentos, cheias e prejuízos.

‘Vergonhas’ que vêm sendo acompanhadas pelo povo, cada vez mais convencido de que não bastam afectos, abraços, selfies, beijos, presenças, promessas e palavras bonitas para ‘melhorar’ a vida e a situação de um país, aliás de todo carente de ordem, segurança, paz social, disciplina, justiça, respeito e de leis sensatas, que todos acatem, cumpram e respeitem não olhando a amigos, camaradas do partido, compadres e evitando quaisquer jeitos, favores e ‘entorses’. Leis que lutem contra a corru-pção, o enriquecimento ilícito e toda a podridão que invadiu a política, a banca e a vida nacional em geral, aliás numa total perda dos valores humanos e tradicionais, dando-se às autoridades policiais os meios para as fazer cumprir e serem por todos respeitadas, pondo-se termo às loucuras dos teóricos e penalistas ‘marginais’ da política e a todo um ‘snobismo porno’ que invadiu uma esquerda pretensiosa, num ‘enroscado’ e mal ‘aparafusado’ confusionismo de liberdades, libertinagem e ‘atropelo’ de direitos. Até para que se recupere o bom senso e a classe dos ‘novos-ricos políticos’, saída de Abril, deixe de vivenciar uma ufana e lunática ‘esquerdalhice’ teórico-livresca, que não passa de ‘Bosta’, como o diria Mumadá Bá.

Sem disputa entre Maçonaria e Opus Dei e com a sensatez de reconhecer e distinguir o real valor da vida e o relativo de certos problemas como os direitos dos animais, a defesa do ambiente, a orientação sexual, os sem abrigo, as valências morais e humanas nas sua paridade e género, etc., mas nunca ignorando nem menosprezando o global, o comum e o normal em detrimento de chavões de minorias, misógenos, misoneístas, chauvinistas, fascistas, elitistas e outros, só porque Hoje são ‘in’ e têm ‘eco social’.

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