Correio do Minho

Braga, terça-feira

As tecnologias de informação na educação

Obrigado, Pedro Passos Coelho

Ideias

2013-02-26 às 06h00

Filipe Alves

Um antepassado longínquo, um dia, sonhou contactar com quem estava longe através de “artes mágicas”, ganhando assim múltiplas vantagens sobre os seus adversários… O futuro criou essa magia mas foi-lhe atribuindo diversas nomenclaturas, formas e objetivos.

Hoje, vivemos na era da informação - esta mantém uma relação simbiótica com tecnologia, logo, reconhecemos o uso frequente do termo tecnologias de informação. Temos assistido, nos últimos anos, a uma evolução exponencial das tecnologias de informação e rápida integração no dia a dia; modificaram os nossos hábitos, a forma de nos expressarmos com o meio envolvente (com todos os aspetos positivos e negativos decorrentes), mas também mudaram a forma de ensinar. Hoje, vemos os professores e os alunos a partilharem apresentações, documentos e outros conteúdos multimédia com recurso exclusivo a tecnologias de informação.

No entanto, convém lembrar que “era da informação” não é sinónimo de “era do conhecimento” e as diferenças são fonte fácil de equívocos. Muito do conhecimento que hoje os professores tentam passar para os seus alunos não é mais do que informação desconexa, teorias memorizadas e que rapidamente são esquecidas dada a quantidade de informação a que estes estão sujeitos na escola, em suas casas ou ambientes sociais que integram. Os resultados de alguns estudos demonstram que, depois de 15 dias, apenas retemos 10% do que foi lido.

Num passado recente foi realizado muito investimento que permitiu às escolas atualizar os seus parques informáticos para uma relação ótima de um aluno um computador, ligações de fibra ótica, quadros interativos, um vídeo projetor por sala de aula, em suma, investimento na camada física ou se preferirmos apenas em “hardware”.

Agora é importante que o ministério ou as administrações privadas considerem investir na camada “software”, no desenvolvimento e disponibilização de ferramentas que sejam capazes de integrar opções pedagógicas inovadoras que impliquem a escola, os professores, alunos e as empresas num processo sistemático de aquisição de conhecimento não só em ambiente escolar, mas também fora dele que permitam aos alunos a simulação e a realização de casos de estudo e simultaneamente se motivem para novos desafios.

Assim, os sistemas de informação na educação ganham outra dimensão e os alunos através do uso das ferramentas que dispõem se transcendem e consequentemente assumem um papel mais ativo na aquisição de conhecimento e competências.

A EPB, na sua longa história, sempre procurou acompanhar a tendência tecnológica de oferecer aos seus alunos as melhores ferramentas de aprendizagem e métodos de ensino que facilitem uma melhor integração no mercado de trabalho. Todos os alu-nos possuem uma conta de correio eletrónico institucional, portal de alunos acessível por alunos e encarregados de educação para verificação de notas, horários, faltas e informações financeiras, acesso a atividades pedagógicas, entre outras ferramentas mais específicas da área de formação.

Congratulo-me pelo facto de a EPB ser uma escola tecnológica, uma escola capaz de integrar soluções inovadoras no processo de ensino que visam melhorar e acompanhar novos métodos de aprendizagem para os nossos alunos.

Contudo, há que refletir se estamos a viver numa sociedade de informação e/ou numa sociedade do conhecimento depois de duas décadas de investimentos na formação e qualificação dos portugueses. Independentemente da definição adotada, interessa referir que ambas possuem um dominador comum que são as tecnologias de informação e a importância destas na produtividade e economia nacional.

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